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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O antegozo


Este é o 1º capitulo do Livro “Praticando a presença de Deus – Como alcançar a Vida Cristã Profunda”, Ed Danprewan, com relatos já conhecidos mundialmente do Irmão Lawrence (1611-1691) e do Irmão Franck Laubach (1884-1969). Apesar da distancia de tempo, os dois tinham em comum a pratica de constantemente orarem, sem cessar, ao Senhor, de buscarem sua presença a cada minuto. O texto a seguir é uma inspiração para cristãos modernos se levantarem na busca do Senhor. Mas como bem declara Laubarch, somente para aqueles que não estão satisfeitos com sua vida espiritual, para aqueles que desejam mais!

3 de janeiro de 1930

 Poder olhar para trás e dizer “Este foi o melhor ano de minha vida” é glorioso! Mas que esperança e ainda mais glorioso é poder olhar para o futuro e dizer: “Este ano pode ser - e será – melhor!”

 Se disséssemos tais coisas sobre nossas realizações, seríamos perfeitos egoístas. 'Mas se referimo-nos à bondade de Deus, e falamos com sinceridade, somos apenas agradecidos. E é isso o que testifico. Não fiz outra coisa senão abrir janelas - Deus fez todo o resto. Houve algumas - se é que houve - realizações visíveis. Aconteceu uma sucessão de experiências maravilhosas com a presença de Deus. Sinto, quando olho para o ano que se passou, que teria sido impossível ter alcançado muitas outras coisas sem acabar com esta plena alegria. Foi o ano mais solitário - em certos aspectos, o mais difícil - de minha vida, porém o mais glorioso e repleto de vozes do céu. Quanto a mim, decidi que teria mais êxito neste ano, do que no ano anterior, em minhas experiências de passar cada minuto pensando em Deus.

20 de janeiro de 1930

Apesar de ter sido um ministro e um missionário por 15 anos, não vivi um dia inteiro de cada dia, um minuto após outro, seguindo a vontade de Deus. Há dois anos, um profundo sentimento de insatisfação levou-me a tentar ajustar minhas ações com a vontade de Deus a quase cada 15 minutos ou meia hora. Quando confessei a outras pessoas a minha intenção, disseram que isto era impossível. Baseio-me no que tenho ouvido sobre a tentativa que algumas pessoas estão fazendo neste sentido. Contudo, este ano, comecei a viver todos os momentos em que estou acordado ouvindo a voz interior, que pergunta sem cessar: “O que Tu desejas falar, Pai? O que, Pai, desejas neste minuto?”

E claro que é exatamente isso o que Jesus fazia o dia inteiro, todos os dias.

26 de janeiro de 1930

Nos últimos dias, minha experiência de entrega tem sido mais completa do que nunca. Estou reservando, por vontade própria, um tempo suficiente a cada hora para refletir sobre Deus. Ontem e hoje, realizei uma nova aventura, que não é fácil de ser relatada. Estou sentindo Deus em cada movimento, por um ato de vontade - ansioso para que Ele dirija estes dedos que agora batem nesta máquina de escrever - ansioso para que Ele flua por meio de meus passos enquanto caminho - ansioso para que Ele controle minhas palavras enquanto falo, e minha boca enquanto me alimento!

Você pode contestar esta intensa introspecção. Não tente fazê-la, a menos que se sinta insatisfeito com seu relacionamento com o Senhor, mas, ao menos, permita-me compreender tudo que puder sobre Deus. Paulo fala de nossa liberdade em Cristo. Estou tentando ficar totalmente livre de todos, livre de mim mesmo, mas ser um verdadeiro escravo da vontade de Deus em todos os momentos deste dia.

Costumávamos entoar um cântico do qual gosto na igreja de Benton, mas que nunca realmente coloquei em prática até agora. Ele diz:

 “Momento após momento sou guardado em Seu amor;

Momento após momento, tenho a vida que vem do alto;

Olhando para Jesus até a glória brilhar;

Momento após momento, Ó Senhor, sou Teu.”


É exatamente esse “momento após momento todo momento acordado, a entrega, a receptividade, a obediência, a sensibilidade, a flexibilidade, “perdi- do em Seu amor”, que agora eu tenho a mente voltada para explorar com todas as minhas forças e responder a Jesus Cristo como um violino responde ao arco do mestre.

 Em defesa do sentimento de abrir minha alma e expô-la ao público deste modo, posso dizer que, a meu ver, na verdade raramente fazemos um bem a alguém, a não ser quando compartilhamos as experiências mais profundas de nossa alma desta forma. Não é a maneira como se conta seus pensamentos íntimos, mas existem muitas maneiras erradas, e ocultar o que há de melhor em nós é errado. Reprovo esta prática comum da “conversa fiada” sempre que nos encontramos e do lançar um véu sobre nossa alma. Se somos tão pobres a ponto de nada termos para falar, a não ser jogar conversa fora, então é preciso que nos empenhemos para enriquecer mais a nossa alma. Quanto a mim, estou convencido de que esta peregrinação espiritual que estou fazendo vale a pena, é a coisa mais importante sobre a qual sei falar. E falarei sobre isso enquanto houver alguém para ouvir.

Do lado de fora da janela, enquanto eu terminava a última página, acontecia um dos mais esplendorosos poentes que já vi. E estas palavras brotaram de minha alma em forma de canto: “Olhando para Jesus até a glória brilhar!” Abra sua alma e receba a glória de Deus; em poucos instantes, esta glória será refletida no mundo ao seu redor e nas nuvens que estão sobre sua cabeça.

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