O
Salmo 23 nos apresenta duas visões do Senhor, a primeira como o Pastor – tão
familiar a Davi, que apascentava ovelhas; e a segunda como um anfitrião que
honra seu convidado especial, outra figura que nos remete a Unção de Davi 1 Sm
17:34.
Jesus
é esse bom pastor que cuida das ovelhas (João 10:11,14) e dá sua vida por elas.
Ele é o Pastor de Israel. Antes andávamos desgarrados e perdidos, cada um
seguia um caminho, sem saber para onde ir. Mas Jesus surge e nos convida a
andar com ele, a segui-lo. A posição de ovelha é de confiança no pastor, ela
não se preocupa com os cuidados desta vida, mas somente em seguir seu cuidador.
Ela não precisa se reocupar com o que vestir ou o que comer (Mateus 6:25-34). O
Pastor a leva as águas tranqüilas e aos pastos verdejantes. O Pastor cuida
disto e nada lhe (nos) faltara!
Perceba que a
única função da ovelha aqui é usufruir da presença do pastor e o que ela
proporciona. A ovelha não fica perguntando se esse ou aquele caminho é
melhor, ela sabe que mesmo no vale da sombra de da morte não precisa temer, ela
supera o medo no olhar confiante do pastor.
É interessante
o termo “refrigera e minha alma”, que na NVLH ficou “O SENHOR renova as minhas
forças”, tem esse sentido de “restauração”. O termo hebraico refere-se ao
retorno a vida ou vitalidade.
Vivifica minha
alma, Senhor! Esse é o clamor, isso é o que o bom Pastor faz, devolve-nos a
vida, em Cristo existimos, nos movemos, somos sua habitação!
Faz-me lembrar
do famoso quadro “A Criação de Adão” de Michelangelo na Capela Sistina. O nome
não foi dado pelo autor e, de fato, não expressa o que está exposto. Conforme já comentei há alguns meses no
Facebook, Adão aqui já está criado, mas parece que lhe falta forças. Ele se
apresenta recostado, com o braço apoiado e com mãos vazias, mas abaixadas, como
se não conseguisse levantá-la. Seus olhos, porém, expressam desejo, inquietude
de ter realmente plenitude, vivacidade.
Ele espera a ação de Deus, que surge vigorosamente e como levado pelo
vento esforçando-se para o alcançar.
A outra figura
do Senhor, como um anfitrião ou um estalajadeiro ou dono da casa, mostra uma
aceitação e cuidado de Deus sem paralelos. Ele nos unge com óleo, representação
de unção do Espírito Santo; e seu cálice transborda – o vinho representa
alegria na Palavra. Vida, Paz, Alegria, Unção. A cada dia o Senhor nos convida
a sentar-nos na sua mesa e desfrutarmos de sua presença.

Nenhum comentário:
Postar um comentário