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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Jejum - Dia 1 - O Pastor e o anfitrião

Texto: Salmo 23

                O Salmo 23 nos apresenta duas visões do Senhor, a primeira como o Pastor – tão familiar a Davi, que apascentava ovelhas; e a segunda como um anfitrião que honra seu convidado especial, outra figura que nos remete a Unção de Davi 1 Sm 17:34.

                Jesus é esse bom pastor que cuida das ovelhas (João 10:11,14) e dá sua vida por elas. Ele é o Pastor de Israel. Antes andávamos desgarrados e perdidos, cada um seguia um caminho, sem saber para onde ir. Mas Jesus surge e nos convida a andar com ele, a segui-lo. A posição de ovelha é de confiança no pastor, ela não se preocupa com os cuidados desta vida, mas somente em seguir seu cuidador. Ela não precisa se reocupar com o que vestir ou o que comer (Mateus 6:25-34). O Pastor a leva as águas tranqüilas e aos pastos verdejantes. O Pastor cuida disto e nada lhe (nos) faltara!

Perceba que a única função da ovelha aqui é usufruir da presença do pastor e o que ela proporciona. A ovelha não fica perguntando se esse ou aquele caminho é melhor, ela sabe que mesmo no vale da sombra de da morte não precisa temer, ela supera o medo no olhar confiante do pastor.    

É interessante o termo “refrigera e minha alma”, que na NVLH ficou “O SENHOR renova as minhas forças”, tem esse sentido de “restauração”. O termo hebraico refere-se ao retorno a vida ou vitalidade.

Vivifica minha alma, Senhor! Esse é o clamor, isso é o que o bom Pastor faz, devolve-nos a vida, em Cristo existimos, nos movemos, somos sua habitação!            

Faz-me lembrar do famoso quadro “A Criação de Adão” de Michelangelo na Capela Sistina. O nome não foi dado pelo autor e, de fato, não expressa o que está exposto.  Conforme já comentei há alguns meses no Facebook, Adão aqui já está criado, mas parece que lhe falta forças. Ele se apresenta recostado, com o braço apoiado e com mãos vazias, mas abaixadas, como se não conseguisse levantá-la. Seus olhos, porém, expressam desejo, inquietude de ter realmente plenitude, vivacidade.  Ele espera a ação de Deus, que surge vigorosamente e como levado pelo vento esforçando-se para o alcançar.

 
         Sei que a vida Cristã tem seus percalços no caminho, mas muitas vezes deixamos ou não nos apegamos à palavra de Deus que diz que enquanto descansamos, ele nos dá tudo o que precisamos.  Mas é preciso notar que há uma contraparte. Na Imagem, Adão tenta ao máximo elevar a mão, sem entraves. No Salmo somos restaurados, não para ficar na inatividade inquietante. Há uma mudança quando Cristo chega a nossas vidas, quando aceitamos seu convite, há um caminho a se trilhar, e nós temos um guia, alguém que nos conhece e se compadece de nós. 

A outra figura do Senhor, como um anfitrião ou um estalajadeiro ou dono da casa, mostra uma aceitação e cuidado de Deus sem paralelos. Ele nos unge com óleo, representação de unção do Espírito Santo; e seu cálice transborda – o vinho representa alegria na Palavra. Vida, Paz, Alegria, Unção. A cada dia o Senhor nos convida a sentar-nos na sua mesa e desfrutarmos de sua presença.

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