Logo
após ensinar aos seus discípulos um modelo de oração, Jesus enfatiza como deve
ser essa oração e como se dá a resposta do Pai.
Primeiramente
essa oração é objetiva e sem delongas ou “vans repetições”. Como o Pai já sabe
do que precisamos antes que saia da nossa boca, não precisamos fazer longas e
belas orações – somente expressar o que está dentro de nós. E mesmo quando
falhamos nisto, temos o Espirito Santo, que clama com gemidos inexprimíveis junto
a Deus. Geralmente os fariseus e saduceus, religiosos da época de Jesus, eram conhecidos
por suas orações, e Jesus mostra que isso era somente para aparecer, no fundo
tentavam se mostrar santos perante os homens e até para o próprio Deus.
Philip
Yancey diz que a estória contada por Jesus provavelmente fez seus ouvintes
rirem. Afinal, os povos do oriente médio são conhecidos por sua cordialidade e
hospitalidade, principalmente em relação a comida – apesar do que as guerras de
hoje possam ostentar. A situação descrita por Jesus não era rara, pelo
contrario. Muitas pessoas viajam aquelas longas distancias sem ter data
definida para chegar, ou horário. Aquele homem recebeu um visitante já tarde da
noite e não tinha mais o que oferecer, situação considerada insuportável, estava
despreparado. Vai então pedir ao seu vizinho de má vontade.
O
vizinho diz que já havia fechado as portas e seus filhos e mulher dormiam,
indicando que provavelmente a casa toda acordaria se fosse atender ao pedido –
seu amigo deveria esperar até o dia seguinte . Você pode visualizar essa cena?
Chegar de madrugada na casa do vizinho e bater insistentemente pedindo ajuda e
ele não querer te atender?
Aqui
entra um segundo detalhe da oração ensinado por Cristo. O termo grego usado
para “importunação” é anaideia, ou
seja, sem aidos (respeito, modéstia,
vergonha) e só aparece neste trecho no novo testamento. Pode ser traduzido por “falta
de sensibilidade”, “impertinência”, “imprudência” ou mesmo “descaramento” do
vizinho ao acordar seu amigo tão tarde da noite. Jesus ensina que, ainda que a
contragosto, seu pedido acabará por ser acatado. Quanto mais com um pai tão
bondoso e amoroso como o nosso? Ele tem prazer em responder nossas orações, em
nos ouvir primeiramente.
Isto
é enfatizado pelo claro exemplo de Jesus: Se seu filho lhe pedir um peixe e
você dará uma cobra? Ou se ele pedir um ovo, você daria um escorpião? Nem mesmo
para aqueles que não são nossos filhos, você poderia responder.
Da
mesma forma, Jesus destaca que apesar de nossas maldades e pecados, nós fazemos
o bem, quanto mais Deus não pode fazer por nós – principalmente quando o
assunto é o Espirito Santo! Esse é o terceiro destaque no ensino de Jesus. O
Espirito Santo é o nosso maior anseio, andar com ele e segundo sua direção
assim como Jesus andou! Cristo apresenta a maior benção que poderíamos ter –
não bens, não coisa materiais, mas a maior riqueza espiritual possível – e diz
que ela é acessível aqueles que a buscam, aqueles que pedem ao Pai. Ele já nos
enviou o consolador!
O
ultimo aspecto ensinado por Jesus que destaco é outra forma de traduzir o termo
anaideia, que também pode significar persistência.
Jesus diz que os crentes devem continuar buscando, pedindo e batendo, pois um
dia encontraremos, receberemos e a porta se abrirá. Muitos questionam porque orar
por uma causa que parece impossível, mas Jesus dos dá a direção a seguir. As
vezes você ora por uma pessoa ou por uma família e simplesmente não vê resposta.
Charles G. Finney (1792-1875) foi um exemplo. Ele foi um bom advogado que
frequentava alguns cultos de oração e simplesmente não entendia as mensagens
pregadas, os sermões e a própria Bíblia. Algumas pessoas diziam que só iriam à
igreja quando ele se convertesse, pois seria certamente um milagre, e o próprio
pastor da igreja que ele frequentava falava ao grupo de oração que não mais
intercedessem por Finney, era um caso perdido e sem solução! Esquecemos que
quem decide isso é Deus!
Não
sei se alguém continuou orando por ele, mas um dia, após seus estudos bíblicos,
Finney foi tomado por uma forte comoção e desejo de se arrepender dos seus
pecados. Ele saiu de casa e foi até um pequeno bosque próximo à cidade, que não
estava sendo visitado pelo clima pouco amigável. Lá, diante das arvores, arrependeu-se
de seus pecados e se derramou diante de Deus, tornando-se um dos grandes
avivalistas americanos e levando muitas almas para Jesus. A historia de sua
conversão foi tão impressionante que as pessoas se recusavam a acreditar.
Deus
é aquele de dá liberalmente (Tiago 1:5), aquele que não dorme, que não se
incomoda com nossas queixas e pedidos. Pelo contrario, para ele é um prazer
quando vamos diante dele porque expressamos nossa incapacidade diante da
situação e confiança de que ele pode nos ajudar. A verdade é que Deus não
reluta, como aquele vizinho, em nos responder, mas, se achamos que ele não nos
responde, devemos clamar, insistir, suplicar diante do trono da Graça! Assim
como Jacó, temos que lutar (Genesis 32:26), e isso é espesso bem pelo “Pedi,
Buscai e Batei”
Muitos
desistem no meio do caminho, perdem aquilo que Deus quer fazer. Nosso clamor
nestes dias de jejum são muito mais que desejos egoístas, nas palavras de Tiago
4:1-4. Pedimos por vitorias espirituais, quebra do jugo e opressão, salvação para
nossos familiares e conhecidos, e muito mais: clamamos pela presença poderosa
do Espirito Santo, nos capacitando, orientando, auxiliando ou simplesmente,
andando conosco. Peça. Busque. Ore. Procure. Creia!
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