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domingo, 13 de janeiro de 2013

Jejum – Dia 3 – Pedir, Bater, Procurar

Texto: Lucas 11:5-13

                Logo após ensinar aos seus discípulos um modelo de oração, Jesus enfatiza como deve ser essa oração e como se dá a resposta do Pai.

Primeiramente essa oração é objetiva e sem delongas ou “vans repetições”. Como o Pai já sabe do que precisamos antes que saia da nossa boca, não precisamos fazer longas e belas orações – somente expressar o que está dentro de nós. E mesmo quando falhamos nisto, temos o Espirito Santo, que clama com gemidos inexprimíveis junto a Deus. Geralmente os fariseus e saduceus, religiosos da época de Jesus, eram conhecidos por suas orações, e Jesus mostra que isso era somente para aparecer, no fundo tentavam se mostrar santos perante os homens e até para o próprio Deus.

                Philip Yancey diz que a estória contada por Jesus provavelmente fez seus ouvintes rirem. Afinal, os povos do oriente médio são conhecidos por sua cordialidade e hospitalidade, principalmente em relação a comida – apesar do que as guerras de hoje possam ostentar. A situação descrita por Jesus não era rara, pelo contrario. Muitas pessoas viajam aquelas longas distancias sem ter data definida para chegar, ou horário. Aquele homem recebeu um visitante já tarde da noite e não tinha mais o que oferecer, situação considerada insuportável, estava despreparado. Vai então pedir ao seu vizinho de má vontade.

                O vizinho diz que já havia fechado as portas e seus filhos e mulher dormiam, indicando que provavelmente a casa toda acordaria se fosse atender ao pedido – seu amigo deveria esperar até o dia seguinte . Você pode visualizar essa cena? Chegar de madrugada na casa do vizinho e bater insistentemente pedindo ajuda e ele não querer te atender?

                Aqui entra um segundo detalhe da oração ensinado por Cristo. O termo grego usado para “importunação” é anaideia, ou seja, sem aidos (respeito, modéstia, vergonha) e só aparece neste trecho no novo testamento. Pode ser traduzido por “falta de sensibilidade”, “impertinência”, “imprudência” ou mesmo “descaramento” do vizinho ao acordar seu amigo tão tarde da noite. Jesus ensina que, ainda que a contragosto, seu pedido acabará por ser acatado. Quanto mais com um pai tão bondoso e amoroso como o nosso? Ele tem prazer em responder nossas orações, em nos ouvir primeiramente.

                Isto é enfatizado pelo claro exemplo de Jesus: Se seu filho lhe pedir um peixe e você dará uma cobra? Ou se ele pedir um ovo, você daria um escorpião? Nem mesmo para aqueles que não são nossos filhos, você poderia responder.

                Da mesma forma, Jesus destaca que apesar de nossas maldades e pecados, nós fazemos o bem, quanto mais Deus não pode fazer por nós – principalmente quando o assunto é o Espirito Santo! Esse é o terceiro destaque no ensino de Jesus. O Espirito Santo é o nosso maior anseio, andar com ele e segundo sua direção assim como Jesus andou! Cristo apresenta a maior benção que poderíamos ter – não bens, não coisa materiais, mas a maior riqueza espiritual possível – e diz que ela é acessível aqueles que a buscam, aqueles que pedem ao Pai. Ele já nos enviou o consolador!

                O ultimo aspecto ensinado por Jesus que destaco é outra forma de traduzir o termo anaideia, que também pode significar persistência. Jesus diz que os crentes devem continuar buscando, pedindo e batendo, pois um dia encontraremos, receberemos e a porta se abrirá. Muitos questionam porque orar por uma causa que parece impossível, mas Jesus dos dá a direção a seguir. As vezes você ora por uma pessoa ou por uma família e simplesmente não vê resposta. Charles G. Finney (1792-1875) foi um exemplo. Ele foi um bom advogado que frequentava alguns cultos de oração e simplesmente não entendia as mensagens pregadas, os sermões e a própria Bíblia. Algumas pessoas diziam que só iriam à igreja quando ele se convertesse, pois seria certamente um milagre, e o próprio pastor da igreja que ele frequentava falava ao grupo de oração que não mais intercedessem por Finney, era um caso perdido e sem solução! Esquecemos que quem decide isso é Deus!

                Não sei se alguém continuou orando por ele, mas um dia, após seus estudos bíblicos, Finney foi tomado por uma forte comoção e desejo de se arrepender dos seus pecados. Ele saiu de casa e foi até um pequeno bosque próximo à cidade, que não estava sendo visitado pelo clima pouco amigável. Lá, diante das arvores, arrependeu-se de seus pecados e se derramou diante de Deus, tornando-se um dos grandes avivalistas americanos e levando muitas almas para Jesus. A historia de sua conversão foi tão impressionante que as pessoas se recusavam a acreditar.  

                Deus é aquele de dá liberalmente (Tiago 1:5), aquele que não dorme, que não se incomoda com nossas queixas e pedidos. Pelo contrario, para ele é um prazer quando vamos diante dele porque expressamos nossa incapacidade diante da situação e confiança de que ele pode nos ajudar. A verdade é que Deus não reluta, como aquele vizinho, em nos responder, mas, se achamos que ele não nos responde, devemos clamar, insistir, suplicar diante do trono da Graça! Assim como Jacó, temos que lutar (Genesis 32:26), e isso é espesso bem pelo “Pedi, Buscai e Batei”

                Muitos desistem no meio do caminho, perdem aquilo que Deus quer fazer. Nosso clamor nestes dias de jejum são muito mais que desejos egoístas, nas palavras de Tiago 4:1-4. Pedimos por vitorias espirituais, quebra do jugo e opressão, salvação para nossos familiares e conhecidos, e muito mais: clamamos pela presença poderosa do Espirito Santo, nos capacitando, orientando, auxiliando ou simplesmente, andando conosco. Peça. Busque. Ore. Procure. Creia!

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