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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Brota ó poço!


Números 21.17 : Então o povo de Israel cantou esta canção: “Ó poço, faça brotar a sua água, e nós a saudaremos com uma canção!

 
Isaias 41.18 : Farei com que brotem fontes nos vales e com que rios corram pelas montanhas onde não há plantas. Farei com que os desertos virem lagos e com que nas terras secas haja muitos poços.

 
João 4:10-15 :
Então Jesus disse: — Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida.
Ela respondeu: — O senhor não tem balde para tirar água, e o poço é fundo. Como é que vai conseguir essa água da vida?
Nosso antepassado Jacó nos deu este poço. Ele, os seus filhos e os seus animais beberam água daqui. Será que o senhor é mais importante do que Jacó?
Então Jesus disse: — Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna.
Então a mulher pediu: — Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água.

 
                Um ano novo se inicia, mas para muitos nada é diferente, somente a mudança de um calendário por outro na parede. Andamos por tanto tempo em desertos que nossa esperança pela água que refresque se torna um sonho distante, um sonho embalado por justiça e paz que parecem nunca se concretizar na vida caótica de um pequeno planeta na Via Láctea.

Parte desta frustração se deve ao nosso olhar, sempre direcionado para o chão e para as coisas desta vida. Como alguém muito sabiamente observou: assim como o rico na história de Jesus, olhamos para cima somente quando é tarde de mais e percebemos que Lázaro está em um lugar de descanso e nós na tormenta (Lucas 16:19-31). Perdemo-nos na correria do dia a dia, na mesquinharia e nas pequenas picuinhas, agarrando-se a isso como se não houvesse mais sentido ou razão de existir se não viver. Esquecemos, como dizia C. S. Lewis, que a vida nesta terra é somente um parênteses na eternidade...

Mas há um caminho de vida, pouco usado ou mesmo aproveitado em sua plenitude. Um caminho que significa separar um tempo para se reestabelecer e se refrescar naquele que oferece fontes de águas vivas. Faço algumas perguntas que talvez você considere tolas: Qual foi a última vez que você orou? Quantas vezes você ora por dia? Como são seus momentos de oração?

Não falo aqui de uma oração agradecendo pelo alimento ou quando você ora na igreja pedindo algo ou clamando pela presença de Deus no culto. Falo aqui de conversar, literalmente, com Deus. Como a um amigo que você encontra na tarde e fala do seu dia, dos seus projetos, trocam ideias, partilham sorrisos e até lagrimas ou momentos nostálgicos. Parece irreal conversar com Cristo assim, e eu mesmo não me considero especialista, mas é algo que como Igreja precisamos aprender e reaprender: amar, conhecer e ter contato com Deus. Tantas vezes começamos e terminamos nosso dia e sequer damos um “Bom dia Espirito Santo!” ou mesmo pedimos sua companhia em nossas atividades, esquecemo-nos de falar-lhe sobre o ocorrido no dia a dia e com o tempo Ele se torna uma peça rara que é somente usada em caso de emergências, às vezes tão em desuso que nem funciona mais!

Li certa vez a historia de um homem que quando criança costumava visitar um sitio em que havia um poço de água refrescante e limpa. Água que permanecia tão gostosa mesmo nos dias mais quentes e era um alivio para os moradores. Com o passar do tempo, veio a modernidade, a água encanada e a fiação elétrica. Já adulto, e revisitando o sitio, ele lembrou-se do poço devido um quadro que havia ali. Saudoso dos tempos de infância, resolveu abrir o poço, que estava lacrado, para experimentar aquela água tão boa! Qual sua surpresa ao descobrir que o poço estava seco, sem água. Conversando com os vizinhos, descobriu que a água era alimentada por finos veios, e que quando mais se tirava, mais os veios levavam água para a superfície; porém, quando pararam de tirar água, os veios se entupiram e secaram.

Nossa vida de oração e busca por Deus funciona da mesma forma. Pensamos que estamos buscando demais ou que a fonte vai esgotar, mas a verdade é o contrario: quanto mais buscamos a Deus, mais ele tem a nos fornecer - mais de suas águas de vida, mais de suas águas de refrigério e descanso, paz e alegria! Se não aproveitarmos desse poço que jorra sem parar, se não tirarmos a cada dia das águas vivas, nosso coração se seca e fecha – sinal que estamos nos abastecendo de outras fontes que não do Salvador. Perdemos a alegria da vida e tudo se torna repetitivo e passageiro. Perdemos a singularidade da vida.

  Nas palavras de Ben Patterson “A consequência de não beber profundamente de Deus é perder a habilidade de sequer beber”. Não é a toa que muitos nunca estão saciados e continuam procurando algo sem saber o que.

Que neste ano que se inicia, com 365 novas possibilidades, possamos estreitar nosso relacionamento com Deus, cavar nossos tão entulhados poços para bebermos da fonte que jorra para a vida Eterna. Quando estava água fluir experimentaremos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

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