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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Jejum – Dia 8 – Arrogância x humildade


 
Texto: Daniel 4

Agora eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância. Daniel 4.37

                Da mesma forma que nascer em um lar cristão não faz um crente, as vezes um cretino, Nabucodonosor viu grandes obras de Deus, mas demorou até que reconhecesse seu poder. Ele reconheceu que o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego era poderoso, pois os livrara da fornalha e na fornalha, mas ainda era Deus dos outros. Sabia que a Daniel lhe fora revelado seu sonho e interpretação, mas ainda era o Deus de Daniel, homem sábio e destacado. Quantas vezes as pessoas podem ver, ouvir e viver o agir de Deus até acreditarem? Lembra uma estória de C.S. Lewis em que mesmo diante da verdade um homem se recusava a crer porque era contra seus princípios, contra “o que ele acreditava” e, portanto impossível.

Parece brincadeira, mas não é uma situação anormal. Nos dias de hoje parece que as pessoas endurecem cada vez mais seus corações. Tão sensatos que vão perecer nesta sensatez e incredulidade. A diferença aqui é que Nabucodonosor teve uma chance a mais, na verdade duas, e Deus realmente lhe foi misericordioso – alguns não têm tantas chances na vida.

Primeiramente Deus lhe mostra um sonho que deixa o próprio Daniel perplexo. O rei aqui é representado como uma grande arvore, forte e poderosa onde toda a vida conhecida procuravam seus frutos e sua sombra – faz lembrar tantos impérios e reinos, alguns até hoje, que creem piamente que subsistirão eternamente. Eis que a voz de um anjo, é ordenado que seu tronco fosse cortado. “Tu serás expulso do meio dos homens e viverás com os animais selvagens; comerás capim como os bois e te molharás com o orvalho do céu. Passarão sete tempos até que admitas que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e dá a quem quer” Daniel 4.25.

Perceba que Daniel ainda recomenda ao rei que se arrependa e renuncie sua maldade, seja misericordioso, busque ao Senhor, e talvez lhe viesse a paz. Mas o rei parece ter deixado isso para trás, seu coração não mudou e esquecido do sonho e sua interpretação olha para seu reino e se vangloria daquilo que teria conquistado, sente-se tomado de orgulho e estando ainda a palavra na boca, sua sentença foi pronunciada.             

Os sete tempos aqui denominados podem se referir tanto a anos como a um período, um ciclo completo, indicando perfeição, ou seja, o rei permaneceria daquele modo até aprender e reconhecer sus Distancia de Deus e quem realmente governava a terra.  Depois de um tempo ele olha aos céus e percebe que sua razão foi restaurada. Precisamos parar de olhar somente para o chão, para o que vemos e sentimos e olharmos para o que está acima de nós.

Precisamos compreender que nossa razão nunca será completa longe do Senhor, sem reconhecer quem somos e nos humilharmos diante de sua face. Pedro a perceber o milagre realizado por Jesus clama que ele se afaste declarando que era um pecador. Instantaneamente ele percebeu que estava com o Filho de Deus e reparou na sua condição, na distancia da perfeição e glória eterna.

Nada começa no cristianismo sem o reconhecimento de quem nós somos, e de quem Deus é, isso é a verdadeira humildade. Nabucodonosor recusou sua chance e Deus deu mais uma. Duramente ele conquistou o entendimento de Deus é o rei dos céus e que “Seu reino é um reino eterno. O seu domínio dura de geração em geração” (Daniel 4:3b).

Que cada conquista, que cada glória seja reconhecida com bênçãos dos céus, como graça sem media e misericórdia imerecida. Nestes últimos dias de jejum temos que lembrar que mesmo nosso sacrifício diário não é nada diante do de Cristo, aliás, sequer seriamos capazes de fazê-lo, não fosse por Cristo. A bíblia diz que Deus ouve o desejo dos humildes e lhe fortalece o coração, é refugio dos humildes, salva os humildes, guia e alegra os humildes, ampara e adorna os humildes (Salmos 10.17, 14.6, 18.27, 25.9, 34.2, 76.9, 138.6, 147.6, 149.4). Vamos também nos humilhar debaixo de sua forte mão, e ele nos exaltará.

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