Texto: Daniel 4
Agora eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o Rei dos céus,
porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele
tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância. Daniel 4.37
Da
mesma forma que nascer em um lar cristão não faz um crente, as vezes um
cretino, Nabucodonosor viu grandes obras de Deus, mas demorou até que
reconhecesse seu poder. Ele reconheceu que o Deus de Sadraque, Mesaque e
Abede-Nego era poderoso, pois os livrara da fornalha e na fornalha, mas ainda
era Deus dos outros. Sabia que a Daniel lhe fora revelado seu sonho e
interpretação, mas ainda era o Deus de Daniel, homem sábio e destacado. Quantas
vezes as pessoas podem ver, ouvir e viver o agir de Deus até acreditarem?
Lembra uma estória de C.S. Lewis em que mesmo diante da verdade um homem se
recusava a crer porque era contra seus princípios, contra “o que ele acreditava”
e, portanto impossível.
Parece
brincadeira, mas não é uma situação anormal. Nos dias de hoje parece que as
pessoas endurecem cada vez mais seus corações. Tão sensatos que vão perecer nesta
sensatez e incredulidade. A diferença aqui é que Nabucodonosor teve uma chance a
mais, na verdade duas, e Deus realmente lhe foi misericordioso – alguns não têm
tantas chances na vida.
Primeiramente
Deus lhe mostra um sonho que deixa o próprio Daniel perplexo. O rei aqui é representado
como uma grande arvore, forte e poderosa onde toda a vida conhecida procuravam
seus frutos e sua sombra – faz lembrar tantos impérios e reinos, alguns até
hoje, que creem piamente que subsistirão eternamente. Eis que a voz de um anjo,
é ordenado que seu tronco fosse cortado. “Tu serás expulso do meio dos homens e
viverás com os animais selvagens; comerás capim como os bois e te molharás com
o orvalho do céu. Passarão sete tempos até que admitas que o Altíssimo domina
sobre os reinos dos homens e dá a quem quer” Daniel 4.25.
Perceba que
Daniel ainda recomenda ao rei que se arrependa e renuncie sua maldade, seja
misericordioso, busque ao Senhor, e talvez lhe viesse a paz. Mas o rei parece
ter deixado isso para trás, seu coração não mudou e esquecido do sonho e sua
interpretação olha para seu reino e se vangloria daquilo que teria conquistado,
sente-se tomado de orgulho e estando ainda a palavra na boca, sua sentença foi
pronunciada.
Os sete tempos
aqui denominados podem se referir tanto a anos como a um período, um ciclo
completo, indicando perfeição, ou seja, o rei permaneceria daquele modo até
aprender e reconhecer sus Distancia de Deus e quem realmente governava a terra.
Depois de um tempo ele olha aos céus e
percebe que sua razão foi restaurada. Precisamos parar de olhar somente para o chão, para o que vemos e sentimos e olharmos para o que está acima de nós.
Precisamos
compreender que nossa razão nunca será completa longe do Senhor, sem reconhecer
quem somos e nos humilharmos diante de sua face. Pedro a perceber o milagre
realizado por Jesus clama que ele se afaste declarando que era um pecador.
Instantaneamente ele percebeu que estava com o Filho de Deus e reparou na sua
condição, na distancia da perfeição e glória eterna.
Nada começa no
cristianismo sem o reconhecimento de quem nós somos, e de quem Deus é, isso é a
verdadeira humildade. Nabucodonosor recusou sua chance e Deus deu mais uma.
Duramente ele conquistou o entendimento de Deus é o rei dos céus e que “Seu
reino é um reino eterno. O seu domínio dura de geração em geração” (Daniel
4:3b).
Que cada
conquista, que cada glória seja reconhecida com bênçãos dos céus, como graça
sem media e misericórdia imerecida. Nestes últimos dias de jejum temos que
lembrar que mesmo nosso sacrifício diário não é nada diante do de Cristo,
aliás, sequer seriamos capazes de fazê-lo, não fosse por Cristo. A bíblia diz
que Deus ouve o desejo dos humildes e lhe fortalece o coração, é refugio dos
humildes, salva os humildes, guia e alegra os humildes, ampara e adorna os
humildes (Salmos 10.17, 14.6, 18.27, 25.9, 34.2, 76.9, 138.6, 147.6, 149.4).
Vamos também nos humilhar debaixo de sua forte mão, e ele nos exaltará.

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