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sábado, 19 de janeiro de 2013

Óleo de alegria, Vestes de Louvor


Texto extraído de “Orvalho da Manha” de Hugh Edward Alexander (1904-1911), Ed. Mundo Cristão.

O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória. Isaías 61:1-3



O Senhor lembra aos seus - embora pareçam ter perdido contato com ele, deixando-se levar pelo ambiente - que ainda eles estão no ano favorável, no dia da graça. Ele está aqui. Veio anunciar as boas-novas e dar ao nosso testemunho algo diferente do que muitas vezes se vê: cristãos tristes e tristes cristãos; sim, "em Sião estão de luto”.

Como são feias essas “cinzas”! Alguns cristãos pensam que é santo e piedoso evitar o que é belo e vestir-se de uma maneira que não faz lembrar Jesus Cristo. Mas isso é exatamente a negação dos pensamentos daquele que veio para dar a Sião a formosura, a sua formosura, em lugar de cinzas. Devemos suplicar, com o salmista: “E seja sobre nós a formosura do SENHOR nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos” (Sl 90:17, CF).

O que significa “óleo de alegria, em vez de pranto”? Alguns cristãos vivem sob um verdadeiro espírito de morte. Chega a ser trágico o fato de interpretarem isso como santidade. Mas o Senhor Jesus veio dar-nos “óleo de alegria”. Precisamos ser ungidos com esse óleo. A presença dessa alegria, dessa força e dessa nova vida da ressurreição é um dom de Cristo e que pertence ao “dia da graça” em que vivemos atualmente.

E quanto à “veste de louvor, em vez de espírito angustiado? Angústia: essa é a condição não confessada de muitos dos que estão em Sião, desencorajados, abatidos, cansados, escravos de pensamentos deprimentes e negativos, ignorando que a Bíblia reconhece seu estado e oferece a cura.

Essas frases inspiradas lançam uma luz brilhante na escuridão. São uma chave para a libertação de muitas vidas. Precisamos lançar longe nossas cinzas, para assim acabar com o nosso luto e buscar a libertação das depressões. Cristo ressuscitou! Este é o princípio de um novo dia, uma grande e viva esperança: este é o livramento!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Jejum – Dia 9 – Coisas que só Deus é e faz



Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até ao fim. Ele livra, e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do poder dos leões. Daniel 6.26,27

                Um dos livros que eu mais amei no ano passado tinha uma frase que descreve quem gosta de uma boa leitura. O personagem afirmava que sabia que um livro era bom quando você amava aqueles personagens, quando você tinha vontade de ligar para o autor, mesmo que não estivesse vivo, e marcar de saírem para conversar, abraçar aquele que escrever uma obra tão maravilhosa e com personagens tão cativantes. Creio que isso se aplica em meu amor pelo livro de Daniel. Tenho vontade de conhecer seus personagens reais, de conversar com eles, e principalmente, com o autor principal da historia: Deus.

Em um mundo aparentemente caótico e sem sentido, em termos mais científicos, a oura entropia, somos apresentados na bíblia a um Deus que comanda a historia mesmo que de forma imperceptível. As vezes sequer seu nome é citado, mas sua providencia faz-se presente. Aliás, é preciso diferenciar providencia de milagre. Milagre, como diria Philip Yancey, são atos extraordinários da parte de Deus – algo que foge ao extra-ordinário, como a travessia do mar vermelho e o livramento dos amigos de Daniel da cova dos leões. Providencia é a prevenção, a ação de Deus do curso natural, o que muitas vezes pode parecer coincidência, mas é a simples mão de Deus agindo, um exemplo é a vida de Ester.

Daniel já é um exemplo claro de milagre e providencia. Milagre pelo livramento da cova dos leões. Providencia porque aquilo não acontecia por acaso, era Deus agindo, usando o testemunho do seu servo para alcançar um rei e toda a nação.

Quando o povo de Israel foi escolhido, eles deveriam ser um exemplo para as nações. Seriam testemunho do amor e da graça de Deus. Mas ao invés de serem fieis e testemunharem ao mundo, eles se afastaram e se contaminaram falsos deuses, praticando os mesmos atos, ou até pior, das nações vizinhas. Para repreender seu povo e mostrar que Ele dominava a historia, Deus os permitiu ser dispersados sobre a terra. E é engraçado porque nunca antes o povo de Abraão, Isaque e Jacó foi tão fiel testemunha como durante a dispersação. Será que precisamos passar por provações e sermos expulsos das comodidades conquistadas para enfim cumprimos o papel que Deus nos designou no mundo?

Jesus nos chamou para sermos discípulos e testemunhas (Mateus 28) no mundo, ensinado e obedecendo, seguindo seus passos. Muitas igrejas querem regalias, clamam por templos maiores e esquecem dos órfãos de das viúvas, de quebrar o jugo e a opressão, de clamar por justiça conforme o jejum que agrada a Deus descrito em Isaias 58.

O mais lindo desta capitulo de Daniel(6) não é só seu livramento, mas o testemunho de impacto que ele causou. Mais um rei se rendia ao Deus de Daniel.      

Em minhas olhadas na internet encontrei um comentário bíblico extraído do “Clarke's Commentary on the Bible”, aliás, para quem sabe alguma coisa de inglês ou fica no tradutor no Google mesmo esse site é altamente recomendado (http://biblesuite.com/) – aqui se apresenta um resumo claro das palavras do rei Dario:   
        
1. Ele é o Deus vivo, o Autor e Doador de vida, todos os outros são deuses mortos. (Romanos 9.26, Salmo 118, Salmo 42.2)
2. Ele está firme para sempre. Todas as coisas mudam, mas ele é imutável. (2 Pedro 1.21)
3. Ele tem um reino, pois, como ele fez todas as coisas, para que ele governa todas as coisas. (Colossenses 1:13)
4. Seu reino não será destruído. Nenhum poder humano pode prevalecer contra ela, porque é sustentada pela sua onipotência. (Salmo 93.1, Daniel 2.44)
5. Seu domínio não tem fim. É um domínio eterno, sob uma regra eterna, por um Deus eterno. (Lucas 1.33, Salmo 93.2)
6. Ele livra os que estão em perigo e escravidão.
7. Ele livra aqueles que caíram nas mãos de seus inimigos, e imploram a seu socorro. (Malaquias 3.6)
8. Ele opera sinais nos céus (Daniel 4.6).
9. E maravilhas sobre a terra, mostrando que ambos estão sob o seu domínio, e são partes de seu domínio.
10. E para completar tudo, Ele livrou Daniel. Diante de nossos próprios olhos, ele deu a maior prova de seu poder e bondade no resgate de seu servo fiel dos dentes dos leões. Louvemos ao bom, agradável e grande Deus e seu servo fiel!

                Que possamos abraçar esse Deus vivo e reconhecer que ele guia o caminho daqueles que se entregam a sua vontade. Que possamos abraçar o autor da vida e ser moldados pelas mãos daquele que orquestra toda a historia. 

Paz e graça e a luta contra os vícios


Texto extraído de “A imitação de Cristo e a centralidade da cruz na luta contra a carne” de Thomas à Kempis (1379-1471), Ed. Shedd publicações.

Poderíamos gozar de muita paz, se não nos ocupássemos com as palavras e feitos de outros homens, que nada têm a ver conosco. Como pode permanecer em paz, por muito tempo, aquele que se lança aos problemas dos outros, que busca ocasiões fora, que pouco ou então poucas vezes se recolhe em si?

Bem-aventurados são os que não têm coração dividido, pois desfrutarão de muita paz.

Por que foram alguns dos santos tão perfeitos e contemplativos? Porque concentraram em mortificar-se inteiramente a todos os desejos terrenos e, assim, puderam, a partir do íntimo do coração, concentrar-se em Deus, e estar livres para se recolherem em seu interior.

Somos muito possuídos por nossas próprias paixões e muito preocupados, quanto a coisas transitórias. Raras vezes vencemos sequer um vicio, perfeitamente, e não estamos abrasados no esforço de nos tornar melhores, a cada dia; por isso, permanecemos frios e mornos. Se estivéssemos mortos para nós mesmos, e não emaranhados em nós mesmos, então poderíamos sentir o sabor prazeroso de coisas divinas e conhecer algo da contemplação celestial.

O maior impedimento - na verdade todo impedimento - é que não nos desvencilhamos de nossas paixões e desejos carnais, nem procuramos entrar no caminho perfeito dos santos. Quando nos deparamos com qualquer pequena adversidade, muito rapidamente nós nos desanimamos e nos voltamos em busca de consolo humano.

Se procurássemos, como homens corajosos, nos postar firmes na batalha, com certeza veríamos acima de nós a ajuda de Deus, vinda do Céu, pois ele mesmo, que nos dá oportunidades de lutar, visando levar-nos a vitória, esta pronto para socorrer aqueles que lutam e confiam na sua graça.

Se avaliamos nosso progresso na vida religiosa com base em apenas algumas observâncias externas, nossa devoção chagará ao fim bem depressa. Mas vamos dirigir o machado à raiz (Mt3.10), para que, uma vez libertos de paixões, possamos possuir nossas almas em paz.

Se, a cada ano, pudéssemos tirar pela raiz algum vicio, logo nos tornaríamos homens perfeitos. Mas agora, muitas vezes vemos que a vida caminha contrariamente e éramos melhores e mais puros, no início de nossa entrada na vida religiosa, do que , após muitos anos de nossa profissão de fé.

 Nosso fervor e aproveitamento deveriam aumentar diariamente. Mas agora avalia-se como muito importante um homem poder reter pelo menos uma parte de seu primeiro zelo.

Se usássemos um pouco de força no começo, deveríamos, depois, ser capazes de realizar todas as coisas com facilidade e deleite. E duro abandonar aquilo ao qual estamos acostumados, mas é mais duro ainda ir contra nossa própria vontade. Mas, se você não vencer coisas pequenas e fáceis, como irá vencer coisas mais difíceis? Resista à sua inclinação bem no começo e desaprenda um mau habito, para que, de pouco a pouco, ele o faça entrar em maior dificuldade.
Ah, se você meditasse em quanta paz para si e alegria para os outros você conseguiria, rebaixando-se! Creio que você ficaria mais solicito pelo seu próprio progresso espiritua

Receitas para o Jejum - Minestrone vegetariano

 
Essa receita está no guia que foi entregue na igreja e é perfeitamente pratica e adaptável para o jejum de Daniel. Está no livro “A cozinha vegetariana para todos” de Rose Elliot e rende muito, mais que as 5 porções aqui descritas – e estamos falando de pessoas que repetiram a dose. Aqui em casa usei o macarrão comum partido em três partes e ao final adicionamos aquele creme de cebola (o industrializado mesmo) diluído com um pouco de água. Deu maior cremosidade e sabor. Meu Bouquet garni, que retirei antes de adicionar o feijão e o macarrão, foi composto de manjericão (roxo e comum), uma folha de louro e alguns raminhos de tomilho, mas você pode usar o que lhe agradar – e estiver na dispensa. 
 
Minestrone vegetariano (4 porções)

2 col. de sopa de azeite de oliva
3 cebolas, picadas
1 cenoura  grande, em cubos
2 talos de aipo, em fatias
2 dentes de alho grandes, amassados
1 batata grande, descascada e cortada em cubos pequenos
Algumas folhas de repolho, picadas
Uma lata de 400g de tomates em cubos
1 litro de caldo de legumes ou água
1 bouquet garni*
225g de feijão branco seco, cozido.
50g de Padre Nosso ou Ave Maria, ou outro tipo de massa pequena. **
Sal e pimenta do reino
2 col. de sopa de folhas de manjericão fresco rasgadas, para decorar.
Um punhado de queijo parmesão.**

Aqueça o azeite em uma panela grande, acrescente a cebola, a cenoura e o aipo, tampe e cozinhe em fogo baixo por 5 minutos, depois acrescente o alho e os outros vegetais e cozinhe por mais 5 minutos.
Acrescente os tomates, o caldo ou a água e o bouquet garni. Aqueça até ferver e cozinhe por 10 minutos. Acrescente os feijões, cozidos e escorridos, e o Padre Nosso ou a massa escolhida e cozinhe até que esta fique al dente, por cerca de 8-10 minutos.
Tempere com sal e pimenta e sirva em tigelas com folhas de manjericão espalhadas sobre a sopa. Coloque o queijo em uma tigela à parte, para que as pessoas se sirvam. 
* Bouquet garni: é um conjunto de ervas aromáticas (como louro, tomilho, manjericão, orégano, salsa alecrim, etc.) que é amarrado com um barbante e destinado a temperar receitas -  depois retirado da mesma. 
** Para uma adaptação ao jejum de Daniel, use macarrão sem ovos e elimine o queijo parmesão na hora de servir, ou usar um substituto (ver Substitutos).

Jejum – Dia 8 – Arrogância x humildade


 
Texto: Daniel 4

Agora eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância. Daniel 4.37

                Da mesma forma que nascer em um lar cristão não faz um crente, as vezes um cretino, Nabucodonosor viu grandes obras de Deus, mas demorou até que reconhecesse seu poder. Ele reconheceu que o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego era poderoso, pois os livrara da fornalha e na fornalha, mas ainda era Deus dos outros. Sabia que a Daniel lhe fora revelado seu sonho e interpretação, mas ainda era o Deus de Daniel, homem sábio e destacado. Quantas vezes as pessoas podem ver, ouvir e viver o agir de Deus até acreditarem? Lembra uma estória de C.S. Lewis em que mesmo diante da verdade um homem se recusava a crer porque era contra seus princípios, contra “o que ele acreditava” e, portanto impossível.

Parece brincadeira, mas não é uma situação anormal. Nos dias de hoje parece que as pessoas endurecem cada vez mais seus corações. Tão sensatos que vão perecer nesta sensatez e incredulidade. A diferença aqui é que Nabucodonosor teve uma chance a mais, na verdade duas, e Deus realmente lhe foi misericordioso – alguns não têm tantas chances na vida.

Primeiramente Deus lhe mostra um sonho que deixa o próprio Daniel perplexo. O rei aqui é representado como uma grande arvore, forte e poderosa onde toda a vida conhecida procuravam seus frutos e sua sombra – faz lembrar tantos impérios e reinos, alguns até hoje, que creem piamente que subsistirão eternamente. Eis que a voz de um anjo, é ordenado que seu tronco fosse cortado. “Tu serás expulso do meio dos homens e viverás com os animais selvagens; comerás capim como os bois e te molharás com o orvalho do céu. Passarão sete tempos até que admitas que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e dá a quem quer” Daniel 4.25.

Perceba que Daniel ainda recomenda ao rei que se arrependa e renuncie sua maldade, seja misericordioso, busque ao Senhor, e talvez lhe viesse a paz. Mas o rei parece ter deixado isso para trás, seu coração não mudou e esquecido do sonho e sua interpretação olha para seu reino e se vangloria daquilo que teria conquistado, sente-se tomado de orgulho e estando ainda a palavra na boca, sua sentença foi pronunciada.             

Os sete tempos aqui denominados podem se referir tanto a anos como a um período, um ciclo completo, indicando perfeição, ou seja, o rei permaneceria daquele modo até aprender e reconhecer sus Distancia de Deus e quem realmente governava a terra.  Depois de um tempo ele olha aos céus e percebe que sua razão foi restaurada. Precisamos parar de olhar somente para o chão, para o que vemos e sentimos e olharmos para o que está acima de nós.

Precisamos compreender que nossa razão nunca será completa longe do Senhor, sem reconhecer quem somos e nos humilharmos diante de sua face. Pedro a perceber o milagre realizado por Jesus clama que ele se afaste declarando que era um pecador. Instantaneamente ele percebeu que estava com o Filho de Deus e reparou na sua condição, na distancia da perfeição e glória eterna.

Nada começa no cristianismo sem o reconhecimento de quem nós somos, e de quem Deus é, isso é a verdadeira humildade. Nabucodonosor recusou sua chance e Deus deu mais uma. Duramente ele conquistou o entendimento de Deus é o rei dos céus e que “Seu reino é um reino eterno. O seu domínio dura de geração em geração” (Daniel 4:3b).

Que cada conquista, que cada glória seja reconhecida com bênçãos dos céus, como graça sem media e misericórdia imerecida. Nestes últimos dias de jejum temos que lembrar que mesmo nosso sacrifício diário não é nada diante do de Cristo, aliás, sequer seriamos capazes de fazê-lo, não fosse por Cristo. A bíblia diz que Deus ouve o desejo dos humildes e lhe fortalece o coração, é refugio dos humildes, salva os humildes, guia e alegra os humildes, ampara e adorna os humildes (Salmos 10.17, 14.6, 18.27, 25.9, 34.2, 76.9, 138.6, 147.6, 149.4). Vamos também nos humilhar debaixo de sua forte mão, e ele nos exaltará.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ouvindo o Espirito Santo


Texto extraído de “Orvalho da Manha” de Hugh Edward Alexander (1904-1911), Ed. Mundo Cristão.

Mas o Auxiliador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ensinará a vocês todas as coisas e fará com que lembrem de tudo o que eu disse a vocês. João 14:26

Porém, quando o Espírito da verdade vier, ele ensinará toda a verdade a vocês. O Espírito não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que ouviu e anunciará a vocês as coisas que estão para acontecer. João 16:13

Será que experimentamos a necessidade da presença divina do Consolador, de alguém ao nosso lado, que seja ao mesmo tempo o advogado que está no céu, ao lado do Pai, intercedendo a nosso favor contra o acusador? Vivemos de maneira muito cômoda, mas tristemente sozinhos. Ficamos contentes com nossas próprias forças e esquecemos o que está escrito na Bíblia: “sem mim nada podeis fazer” (Jo 1515). É o Espírito Santo quem nos conduz não somente à verdade, mas também no acesso ao Pai e à comunhão com ele. Por isso precisamos deixar de viver como órfãos, independentes do Pai celeste, segundo os próprios pensamentos, girando ao redor de nós mesmos, em vez de estar nele. Uma vida assim não vale a pena ser vivida.

O Consolador veio. Está ao nosso lado. Deseja dirigir nosso coração para o amor de Deus, dar-nos plena comunhão com ele, segundo o exemplo do Filho. Ele e o Pai são um. E está escrito que o Espírito Santo tornará o que é do Filho e nos anunciará.

Mas devemos escutá-lo. Como o Filho unigênito, que está no seio do Pai, encontrava tempo para estar a sós com o Pai antes de cada ministério, no meio do vaivém que cercava sua vida, assim também nós devemos procurar comunhão com o Pai para escutá-lo e contemplar sua glória. São raros os cristãos que não experimentam a pressão que a vida moderna exerce sobre eles. E raros também são os que têm a disciplina de dar o primeiro lugar à comunhão com Deus.

Que Deus mantenha em nosso coração o desejo de sermos conduzidos em todas as circunstâncias pelo Consolador, e que nossa vida seja completamente dominada pela comunhão com o Pai e com o Filho!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Receitas para o Jejum : Duas dicas valiosas!

Não, não fui eu que fiz, mas pode sim estar na sua(e minha) mesa hoje!

                A salada de cada dia as vezes acaba virando algo repetitivo, outros nem conseguem chegar perto e nunca souberam nem o que fazer. Pois bem, a questão é aprender a variar o cardápio. Use da criatividade! Se não gosta da alface comum, mais amarga, use a americana que também é mais crocante. Experimente colocar um pouco de repolho ou adicionar frutas como manga e laranja ou ainda adicionar abacate com um pouco de molho de pimenta.

                Quanto ao molho a pratica faz a perfeição, mas a Chef. Rita Lobo, do programa Cozinha Prática, dá uma dica: 1 parte de ácido (como vinagre, suco de limão ou aceto balsâmico) para 3 partes de gordura (azeite de oliva extra virgem, de preferencia). Se preferir mais acido, pode mudar a formula para uma parte de ácido e 2 de azeite. Pode-se usar também óleo de Gergelim, que dá um aroma diferenciado, e mesmo ervas. Aliás, pode-se usar azeites aromatizados comprados prontos ou feitos em casa – Basta separar um potinho ou garrafa limpa, colocar azeite e o aroma que quiser como alho, alecrim, manjericão ou orégano. Dê uma olhada aqui para três ideias práticas.

                E falando na Rita Lobo, essa semana fizemos aqui em casa uma panqueca recheada com ricota e espinafre. O molho branco pode ser trocado por molho de tomate, a sua vontade ou necessidade. Obviamente não é uma receita para o estrito jejum de Daniel, ao menos ainda não sei no que podemos trocar o novo nesse caso, mas para o proposito deste ato está valendo e com louvor. Voc~e também pode confeir um video aqui: http://gnt.globo.com/receitas/Panqueca-de-ricota-e-espinafre-com-molho-branco.shtml
 
Essa sim foi eu que fiz.
 

Panqueca de ricota e espinafre com molho branco
Rendimento: serve 4 pessoas | Tempo de preparo: 30 minutos + 15 minutos no forno

Para a massa:

Ingredientes:

1½ xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de farinha de trigo
2 ovos
1 colher (chá) de sal
Manteiga ou óleo de canola para untar

 Modo de preparo:

No liquidificador, junte o leite, a farinha de trigo, os ovos e o sal. Bata até a mistura ficar lisa. Deixe descansar no próprio copo do liquidificador por no mínimo 20 minutos até 1 hora, em temperatura ambiente. Enquanto isso, prepare o recheio. Depois do tempo do descanso da massa (e com o recheio já pronto), aqueça uma frigideira antiaderente, de fundo grosso, de cerca de 22cm de diâmetro, e espalhe um pouquinho de óleo ou de manteiga. Dê uma boa mexida na massa. Com a mão direita (se você não for canhoto!), levante a frigideira e com a outra, regue a massa com uma concha média —  que  também serve de medida.

 Faça um movimento circular com a frigideira de modo a cobrir todo o fundo. Coloque a frigideira sobre o fogo baixo e, quando as bolhas começarem a aparecer, com auxílio de uma espátula de borracha, vire a massa para dourar do outro lado. O processo todo leva menos de 3 minutos por disco. Transfira para um prato, espalhe mais um pouquinho de manteiga ou óleo na frigideira  e repita o procedimento, até terminar a massa. Rende de 10 a 12 discos.

Para o recheio:

Ingredientes:

500g de ricota fresca
1 maço de espinafre fresco
1 dente de alho
¼ de xícara (chá) de uvas-passas brancas
¼ de xícara (chá) de rum
1 colher (sopa) de azeite
Sal (a gosto)
Pimenta-do-reino (a gosto e moída na hora)

 Modo de preparo:

Lave o maço de espinafre sob água corrente. Separe as folhas e deixe de molho por 10 minutos em água com solução desinfetante ou vinagre. Reserve os talos para outra preparação (picado e refogado fica ótimo). Numa tigelinha, misture as uvas-passas com o rum para hidratar. Reserve. Descasque e pique fino o dente de alho. Reserve. Numa tigela grande, amasse a ricota fresca com um garfo. Tempere com sal e a pimenta-do-reino moída na hora. Leve ao fogo médio uma frigideira antiaderente. Enquanto ela aquece, transfira as folhas de espinafre para uma peneira — assim, as eventuais sujeirinhas ficam no funda da tigela com a água. Coloque as folhas na frigideira e vá mexendo aos poucos, até que estejam macias — mas não totalmente murchas.

 Transfira as folhas de volta para a peneira e pressione para retirar o excesso de água. O espinafre vai ficar mais crocante. Volte a frigideira ao fogo baixo, regue com um fio de azeite e junte o alho picado. Misture bem, sem deixar dourar, e tire a frigideira do fogo. Isso é importante para não ter perigo de o álcool pegar fogo e você se queimar. Junte as passas hidratadas e o rum. Volte ao fogo e misture até a bebida secar. Desligue o fogo e junte as folhas de espinafre. Tempere com o sal, pimenta-do-reino e misture o refogado à ricota amassada na tigela.

Para o molho branco:
Ingredientes:

1l de leite gelado
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga
Noz-moscada ralada
Sal (a gosto)
Pimenta-do-reino (a gosto e moída na hora)

Modo de preparo:
Numa panela grande, derreta a manteiga. Junte a farinha e mexa vigorosamente com a colher de pau, por cerca de 2 minutos. Essa misturinha é chamada de roux e serve para engrossar molhos em geral. Coloque o leite gelado de uma vez e, com a ajuda de um batedor de arame, misture bem, até levantar fervura. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando. No fim, tempere generosamente com noz-moscada, sal e pimenta-do-reino moída na hora.

Para a montagem:

Ingredientes:

¼ de xícara (chá) de nozes picadas
¼ de xícara (chá) de queijo parmesão ralado
Folhas de salsa fresca (a gosto)

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Coloque cerca de 2 colheres (sopa) do recheio na ponta da última panqueca da pilha. Enrole pressionando para que o recheio fique firme. Transfira para um refratário grande e repita o procedimento com os outros discos de panqueca. Regue as panquecas com cerca de ¾ do molho branco. O restante pode ser servido à parte. Salpique com as nozes e com o queijo parmesão ralado. Leve ao forno por cerca de 15 minutos ou até o molho começar a borbulhar e dourar. Sirva com as folhas de salsa fresca. (No meu caso não usei as nozes, alguém guardou muito bem guardado aqui em casa, e nem a salsa.)  

 

Jejum – Dia 7 – Fé e confiança


 

Texto base: Daniel 3

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam assim: — Ó rei, nós não vamos nos defender. Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer. Daniel 3: 16-18

                A forma mais pratica de dominação e controle é por vias indiretas, sem que a pessoa perceba que está sendo manipulada. Com sapatos de algodão muitas vezes o inimigo tem entrado nas casas e saqueado vidas da alegria do evangelho, da paz no Senhor e do Amor de Cristo, deixando somente um fardo farisaico da religião vazia. Com o tempo podemos sucumbir achando que estamos ativos e fieis, mas na verdade mornos e prontos a ser vomitados, nem frios e nem quentes (Apocalipse 3:14-18). É preciso constantemente nos alertarmos para voltar ao primeiro amor, as primeiras obras e a verdadeira devoção.

                Quando, porém, o inimigo não consegue nos vencer nas pequenas coisas, ele pode ser mais direto e trazer perseguição, ameaças e morte. Este foi o caso dos amigos de Daniel. O rei Nabucodonosor aparentemente com o ego cheio e contrario ao proposito de Deus após a revelação de seu sonho em Daniel 2 resolve construir uma estatua sua e conclamar a todos que a adorem. A bíblia é bem enfática que o rei levantou, construiu um monumento a sua imagem, queria ser elevado a posto de deus.

                Neste momento a fé de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego estava sendo de perto observada – lembre que como discípulos estamos sempre sendo observados, e pessoas gananciosas, provavelmente desejando seus postos, os denunciaram por não se prostrar diante da imagem e por não adorarem os deuses da babilônia.           Quando questionados pelo rei, são enfáticos em sua posição. Não vão ceder naquilo que creem. Sua fé estava firmada em Deus, e isso deixou o rei irado!            

                Acho a resposta dos três amigos uma das coisas mais tocantes do livro de Daniel, e da própria palavra de Deus – não a toa este é um dos meus livros preferidos. Eles não estavam a fim de discutir, sua fé era alicerçada e não negociariam. Sua confiança estava em Deus mesmo que Ele não lhes livrasse da morte, sendo Sua resposta Sim, Não, ou Espere um pouco. Eles não deixariam de crer, eles não deixariam de confiar.

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11:6

                Fé é crer em Deus e confiar que Ele recompensa aqueles que o buscam. O termo usado aqui como agradar-lhe é o termo euaresteo, traduzido para o grego o “andar com Deus”, assim como usado para Enoque (Gênesis 5:22, 24), Noé (Gênesis 6:9), Abraão (Gn 17:1; 24:40; 48:15), e Isaque (Gn 48:15;. cf José em Gn 39:4). Sem fé não andamos com Deus. Esta confiança foi o que possibilitou a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego andar no meio do fogo e não serem chamuscados ou mesmo impregnados pelo cheiro de queimado. Deus estava com eles na fornalha, e quando Nabucodonosor os viu não mais presos, mas andando livremente no meio do fogo e ainda acompanhando por aquele “a semelhança dos deuses” não teve como não se impressionar. Nabucodonosor como rei não pode livrar nem mesmo seus servos do calor da fornalha (Daniel 3:22), mas Deus cuidava dos seus!

                Talvez você pense que não tenha essa coragem, de enfrentar o fogo ardente, ou mesmo sinta-se constrangido diante do desafio de Deus para nos manter puros e santos, de não negociar valores. Mas Jesus nos convida a seguir seus passos, a sermos discípulos que enfrentam a morte e odeiam sua própria vida para amar a Deus. Esse é o desafio de cada dia e as vezes poderemos ser derrotados pelos nossos egos, medo, teimosia e até pecado, mas devemos nos levantar novamente, tomar a mão do doce Espirito Santo e seguir em frente. Nossa luta é diária para permanecer cada vez mais perto do nosso Senhor.

                Olhando o mundo a nosso redor, as tristes noticias de um mundo decaído, sombrio, e afastado de Deus nós tendemos a desanimar. Olhando as chamas sendo aquecidas ao máximo possível, sentimos um tremor. Nesta horas nosso olhar se volta para  Cristo. Hebreus 11 nos apresenta um quadro de homens e mulheres que não perderam a fé e não desistiram de confiar mesmo que ao partir desta vida não vissem as promessas de Deus realizadas, eles são testemunhas e exemplos de que mesmo não recebendo nosso devido valor na terra, ao passarmos pelo fogo podemos ter certeza que ao abrir os olhos, Jesus estará conosco. Em vida ou em morte, nunca nos deixará.

 
 
 

Esperando em Silêncio


Texto de Charles Swindoll, extraído do devocional “Dia a dia” da editora Mundo Cristão.


Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada! Tiago 1:2-4



“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa” (Sl 62:1). Alguns dos melhores momentos da oração são aqueles sem palavras. Paro de falar, fecho os olhos, medito sobre o que estive lendo ou dizendo e ouço atentamente o que esta dentro de mim. Esforçando-me para ouvir censuras.

Imagino-me como uma casa com muitas portas. Durante a meditação - e, em geral, ajuda fechar os olhos para não me distrair - destranco e abro as portas enquanto espero. É nesse momento que o Espírito Santo invade. Coloco, então, diante dele as circunstâncias e ouço com as portas abertas.

Assegurar-lhe de que não tenho ouvido vozes. Não se trata desse tipo de resposta, trata-se de ouvir o que há interiormente, de sentir o que Deus está dizendo sobre a situação. Afinal, ele prometeu gravar sua lei, sua vontade, em nosso coração e mente.

É semelhante ao que você faz quando está gostando de alguém. Não é verdade que quanto mais profundo o amor, menos necessárias são as palavras? Vocês podem ficar sentados juntos diante de uma lareira por uma ou duas horas e falar pouco, quase nada, e esse pode ser o encontro, o relacionamento mais profundo que já tenham experimentado.

Segundo Isaías, os que esperam no Senhor ganharão novas forças, sendo assim, não se esqueça: esperar é a chave.

Experimentamos estabilidade e segurança quando confiamos no Senhor. É assim que esperamos silenciosamente, sempre confiantes. Quando esperamos que Deus dirija nossos passos, ele o faz! Quando confiarmos a ele a satisfação de nossas necessidades, ele satisfará!

Ao esperar em Deus, somos espiritualmente conciliados e aprimorados, tornando-nos maduros e desenvolvidos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Receitas para o Jejum: Hambúrguer de beterraba, soja, aveia e gergelim


 

                Já falei aqui do blog La Cucinetta (http://www.lacucinetta.com.br/), ele é uma ótima referencia para quem quer comida saudável e gostosa. Como domingo a noite é dia de descansar e não trabalhar muito na cozinha, então partimos para esses ótimos Hambúrgueres Vegetarianos. Vale a pena testar.

Hambúrguer de beterraba, soja, aveia e gergelim

(Receita extraída daqui)

Ingredientes:
Cerca de 1 xic. soja orgânica em grão cozida, drenada*
125g amêndoas (usei farinha de amendoas, que já tinha em casa)
1 cebola picada
1 beterraba média ou 2 pequenas raladas
1 colh. (sopa) shoyu
3 colh. (sopa) aveia em flocos
1 ovo grande
3 colh. (sopa) farinha de aveia
(troquei por farinha de rosa, basicamente um pão francês amanhecido e ralado)
1 colh. (chá) cominho moído
1 colh. (chá) sementes de coentro moídas (não usei)
3 colh. (sopa) gergelim (não usei)

Preparo:

Coloque num processador a soja, as amêndoas, a cebola, a beterraba, a aveia em flocos e o shoyu e processe por alguns minutos até que tudo esteja triturado grosseiramente.

Transfira para uma tigela grande, junte o ovo, a farinha de aveia, o cominho, coentro e o gergelim e misture bem com uma colher ou com as mãos. (Experimente e verifique se precisa de mais shoyu.). No meu caso, temperei com sal e pimenta e adicionei um pouquinho de óleo de gergelim torrado, só para dar um sabor.  

Forme 10 hambúrgueres do mesmo tamanho (pequenos; mais semelhantes aos tamanhos dos congelados comprados prontos). Se quiser congelá-los, embrulhe-os individualmente em filme plástico. Senão, aqueça um fio de óleo numa frigideira de fundo grosso e frite por cerca de 5 minutos de cada lado, até que estejam bem chamuscados por fora e cozidos por dentro.

*     Simplesmente cobrir uma xicara de PTS, carne de soja, com água fervente e deixei descansar até esfriar.

Jejum – Dia 6 – Identidade



                Ontem falei sobre a necessidade de assumirmos nossa posição em Cristo como filhos amados, e não mais escravos, e como guerreiros – abrindo os olhos para a guerra espiritual ao nosso redor. É bem propicio estudarmos o livro de Daniel para verificarmos o que é uma identidade bem assumida e madura no Senhor. Daniel 1, versículos 3 a 9 diz:

Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus. Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei. Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias.O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos.

                Daniel e seus amigos foram transportados de sua terra para um lugar até então desconhecido. Longe de sua pátria, de seus pais, com um ou outro pouco conhecido que poderia lhe julgar caso tomasse uma decisão errada, ou seja, sem supervisão e a ninguém a prestar contas.

Mas ele pensava diferente.

 É interessante perceber que ao chegarem a Babilônia os jovens judeus deveriam ser imersos na cultura local. Aprender toda a língua, literatura, sabedoria e conhecimento dos babilônios. Deveriam ser alimentados com a comida do rei e seriam treinados para seu serviço. Como  em qualquer cultura dominante, Nabucodonosor aplicou bem a cartinha de aculturação a seus novos súditos. Tão bem que mudou o nome daqueles jovens, para que a mudança fosse completa. Pode parecer tolo, mas nosso nome pode dizer muito sobre quem somos e expressa a cultura da época e do lugar.

Desta forma Daniel, que significa “Deus é meu Juiz”, teve o nome revisto para Beltessazar, que significa “Bel proteja sua vida”. Hananias que significa “O Senhor é bondoso” ou “O Senhor demonstra graça” teve o nome mudado para Sadraque, que significa “Ordem de Aku (deus-lua sumério)”. Misael significa “Quem é como Deus?” e passou a se chamar Mesaque, significando “Quem é como Aku”. Por fim, Azarias, cujo nome significa “o Senhor ajuda”, virou Abede-Nego. Significa “servo de Nego/Nebo(ou Mabu)”.

Lembro-me de uma pesquisa que li em alguma revista uns meses atrás falando sobre a influencia de nossas palavras. Antes dos alunos fazerem uma prova, os avaliadores comentavam que geralmente os orientais e as mulheres geralmente se saiam melhores que os demais. Ao final da prova, avaliaram que aqueles que não eram orientais e os homens se saíram pior que os demais, apesar do mesmo nível de entendimento para a avaliação. Da mesma forma, quando se diziam que os homens eram melhores em calculo que as mulheres, elas acabam saindo-se piores. O efeito do que se falava poderia ser tanto negativo como positivo. De alguma forma os pesquisadores perceberam que o que falamos pode mudar o desempenho de uma pessoa. E isso a Bíblia já nos ensinava em provérbios. Essa é a razão pela qual não deve sair de nossas bocas palavras de maldição, mas somente bênçãos. Isso influencia não só o psicológico dos que estão ao nosso redor, mas o mundo espiritual, sua palavra tem poder!

Com isso fica fácil entender porque mudar o nome dos jovens hebreus. Como diria determinado personagem em as Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, alguns são tratados por tanto tempo como selvagens que não sabem mais agir de outra maneira. Em outras palavras: repita sempre a mesma descrição de uma pessoa (boa, feira, má, linda) e um dia ela poderá realmente se pegar pensando e agindo assim.

A cultura da Babilônia estava atuando na identidade daqueles rapazes, do seu contexto a sua alto-imagem. Identidade segundo o dicionário é aquilo que tem característica de idêntico, aquilo que define e caracteriza como nome, sexo, idade, etc. Nabucodonosor queria que aqueles jovens fossem reflexos de seu reino e de sua sociedade. E o mundo não quer outra coisa que nos identificamos com ele, que pensemos como ele. Queremos ser diferentes, mas no fundo acabamos seguindo a mesma multidão que dia após dia mata a Cristo. Somos tratados e chamados de manipuláveis, e já não questionamos isso.

Daniel pensava diferente. Ele não queria se corromper, ele não despreocupou-se somente porque estava em terra estrangeira ou porque ninguém poderia julga-lo, ou mesmo lançou a responsabilidade sobre Deus por lhe colocar naquela situação. Ele viveria anos naquele e em outro império, mas seu coração não se contaminaria com aquele povo.  

Isso é um grande exemplo que devemos seguir. Estamos no mundo, mas não pertencemos a ele. Somos peregrinos neste mundo e não nos apegamos ao que é daqui e ao que ele nos oferece (1 Pedro 2:11). A palavra nos diz que somos Embaixadores de Cristo (2 Coríntios 5:20). Um embaixador vive em um país estrangeiro, mas as leis deste país não se aplicam a ele. Aonde ele for, aonde ele pisa, o embaixador representa seu país e onde estiver somente as leis do seu país lhe deverão aplicadas. Nós carregamos a presença, a glória, de Deus! Onde quer que vá, você leva a presença de Deus. As leis deste mundo já não lhe fazem efeito (lembra que morremos para o pecado e vivemos em Cristo), a lei do espirito e da vida fazem parte de você. Você é um embaixador de Cristo, seu representante na terra!

Percebe porque é tão importante assumirmos nossa identidade em Cristo independente do que o mundo possa afirmar? Nós não nos amoldamos a este mundo, nós não aceitamos respostas prontas, mas sim somos renovados e transformados em nossas mentes. Daniel tinha ciência de que quem era e a quem servia, ele não deixaria a Deus, mas seria luz em meio aos descrentes. Uma testemunha do Deus vivo em meio a uma sociedade corrompida. Que essa seja nossa oração hoje:

Pai, abre os meus olhos para perceber quem eu sou em Cristo Jesus. Revela-me quem eu sou e restaura minha identidade como peregrino e embaixador nesta terra. Não deixe-me cair nos enganos do inimigo e deste mundo decaído, mas transforma-me e renova-me a cada dia. Mostra-me quem tu és e quem tu queres que eu seja para que seu nome seja Glorificado entre os Anjos e os Homens.  

   

O antegozo


Este é o 1º capitulo do Livro “Praticando a presença de Deus – Como alcançar a Vida Cristã Profunda”, Ed Danprewan, com relatos já conhecidos mundialmente do Irmão Lawrence (1611-1691) e do Irmão Franck Laubach (1884-1969). Apesar da distancia de tempo, os dois tinham em comum a pratica de constantemente orarem, sem cessar, ao Senhor, de buscarem sua presença a cada minuto. O texto a seguir é uma inspiração para cristãos modernos se levantarem na busca do Senhor. Mas como bem declara Laubarch, somente para aqueles que não estão satisfeitos com sua vida espiritual, para aqueles que desejam mais!

3 de janeiro de 1930

 Poder olhar para trás e dizer “Este foi o melhor ano de minha vida” é glorioso! Mas que esperança e ainda mais glorioso é poder olhar para o futuro e dizer: “Este ano pode ser - e será – melhor!”

 Se disséssemos tais coisas sobre nossas realizações, seríamos perfeitos egoístas. 'Mas se referimo-nos à bondade de Deus, e falamos com sinceridade, somos apenas agradecidos. E é isso o que testifico. Não fiz outra coisa senão abrir janelas - Deus fez todo o resto. Houve algumas - se é que houve - realizações visíveis. Aconteceu uma sucessão de experiências maravilhosas com a presença de Deus. Sinto, quando olho para o ano que se passou, que teria sido impossível ter alcançado muitas outras coisas sem acabar com esta plena alegria. Foi o ano mais solitário - em certos aspectos, o mais difícil - de minha vida, porém o mais glorioso e repleto de vozes do céu. Quanto a mim, decidi que teria mais êxito neste ano, do que no ano anterior, em minhas experiências de passar cada minuto pensando em Deus.

20 de janeiro de 1930

Apesar de ter sido um ministro e um missionário por 15 anos, não vivi um dia inteiro de cada dia, um minuto após outro, seguindo a vontade de Deus. Há dois anos, um profundo sentimento de insatisfação levou-me a tentar ajustar minhas ações com a vontade de Deus a quase cada 15 minutos ou meia hora. Quando confessei a outras pessoas a minha intenção, disseram que isto era impossível. Baseio-me no que tenho ouvido sobre a tentativa que algumas pessoas estão fazendo neste sentido. Contudo, este ano, comecei a viver todos os momentos em que estou acordado ouvindo a voz interior, que pergunta sem cessar: “O que Tu desejas falar, Pai? O que, Pai, desejas neste minuto?”

E claro que é exatamente isso o que Jesus fazia o dia inteiro, todos os dias.

26 de janeiro de 1930

Nos últimos dias, minha experiência de entrega tem sido mais completa do que nunca. Estou reservando, por vontade própria, um tempo suficiente a cada hora para refletir sobre Deus. Ontem e hoje, realizei uma nova aventura, que não é fácil de ser relatada. Estou sentindo Deus em cada movimento, por um ato de vontade - ansioso para que Ele dirija estes dedos que agora batem nesta máquina de escrever - ansioso para que Ele flua por meio de meus passos enquanto caminho - ansioso para que Ele controle minhas palavras enquanto falo, e minha boca enquanto me alimento!

Você pode contestar esta intensa introspecção. Não tente fazê-la, a menos que se sinta insatisfeito com seu relacionamento com o Senhor, mas, ao menos, permita-me compreender tudo que puder sobre Deus. Paulo fala de nossa liberdade em Cristo. Estou tentando ficar totalmente livre de todos, livre de mim mesmo, mas ser um verdadeiro escravo da vontade de Deus em todos os momentos deste dia.

Costumávamos entoar um cântico do qual gosto na igreja de Benton, mas que nunca realmente coloquei em prática até agora. Ele diz:

 “Momento após momento sou guardado em Seu amor;

Momento após momento, tenho a vida que vem do alto;

Olhando para Jesus até a glória brilhar;

Momento após momento, Ó Senhor, sou Teu.”


É exatamente esse “momento após momento todo momento acordado, a entrega, a receptividade, a obediência, a sensibilidade, a flexibilidade, “perdi- do em Seu amor”, que agora eu tenho a mente voltada para explorar com todas as minhas forças e responder a Jesus Cristo como um violino responde ao arco do mestre.

 Em defesa do sentimento de abrir minha alma e expô-la ao público deste modo, posso dizer que, a meu ver, na verdade raramente fazemos um bem a alguém, a não ser quando compartilhamos as experiências mais profundas de nossa alma desta forma. Não é a maneira como se conta seus pensamentos íntimos, mas existem muitas maneiras erradas, e ocultar o que há de melhor em nós é errado. Reprovo esta prática comum da “conversa fiada” sempre que nos encontramos e do lançar um véu sobre nossa alma. Se somos tão pobres a ponto de nada termos para falar, a não ser jogar conversa fora, então é preciso que nos empenhemos para enriquecer mais a nossa alma. Quanto a mim, estou convencido de que esta peregrinação espiritual que estou fazendo vale a pena, é a coisa mais importante sobre a qual sei falar. E falarei sobre isso enquanto houver alguém para ouvir.

Do lado de fora da janela, enquanto eu terminava a última página, acontecia um dos mais esplendorosos poentes que já vi. E estas palavras brotaram de minha alma em forma de canto: “Olhando para Jesus até a glória brilhar!” Abra sua alma e receba a glória de Deus; em poucos instantes, esta glória será refletida no mundo ao seu redor e nas nuvens que estão sobre sua cabeça.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jejum – Dia 5 – Assuma sua posição de filho, assuma sua posição de guerreiro


 
                 Esta postagem é um combinado de ontem e de hoje. Sabe como é, né? Domingo é um dia complexo, pode ser agitado e vagaroso ao mesmo tempo. Mas estamos no meio do nosso jejum e há duas posições que precisamos aprender e assumir, esse é o objetivo de reflexão nestes dias. Como gosto de mudar as coisas, vou inverter a ondem de nossa listinha de meditação.

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Romanos 8:15-17

                Talvez a visão ainda mais mal entendia entre os cristãos seja a de Pai. Para Jesus era algo vivo e pratico, mas para muitos dos seus seguidores pode tornar-se confuso, principalmente quando não temos bons pais em que se espelhar na terra. Mas precisamos aprender com o Mestre: nós temos um Pai que nos ama, que cuida de nós, que aguardou anos nosso retorto ao lar e pacientemente trabalha em, e através de, nossas vidas mesmo com nossas falhas e temores.

                Neste trecho da carta aos Romanos, Paulo declara que somos filhos. Não mais escravos do pecado, do mundo, dos homens e seus desejos. Não mais escravos de nós mesmos, mas filhos! Podemos realmente tomar posse dessa palavra?

E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espirito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama “Aba, Pai”. Assim, você já né é mais escravo, mas filho; e por ser filho, Deus também o tornou herdeiro. Gálatas 4: 6,7

                O “espirito da adoção” é oposto ao “espirito da filiação”. Em Cristo temos poder para vencer o mundo, o pecado e seus desejos. Somos livres da maldição descrita por Paulo de querer fazer o bem e não consegui-lo. Mas, mais do que isso, Paulo destaca a paternidade. Deus colocou seu espirito em nós (lembra-se do melhor pedido que Deus responderia em Lucas 11:5-13?) e ele nos faz clamar Aba (Pai)!

                É preciso aqui entender o próprio conceito de adoção assumido pelos gregos e romanos. Diferente do pensamento atual, os filhos adotivos tinham os mesmos direitos dos de carne e sangue, inclusive os direitos de herança. Não só isso, mas poderiam ser até mais estimados que os filhos naturais, visto que era fruto de uma escolha, de algo deliberado e não de uma obrigação – geralmente não ocorrido no nascimento natural.  É por isso que Paulo usa essa imagem para dizer que nós fomos escolhidos e eleitos, que nós temos o espirito de Cristo, somos amados através dele! Somos feitos herdeiros e co-herdeiros.

                Um detalhe é importante ressaltar: Com ele sofremos, com ele somos glorificados. Assim como Jesus, sofremos. Qual nosso sofrimento? Sofremos na luta contra o pecado, contra nossa carne (que não aceita tão facilmente sua derrota); e sofremos com e por nossos irmãos em Cristo, visto que somos um só corpo, uma só família. Mas é nesse partilhar do sofrimento que vem as vitorias e nele seremos glorificados.

                Perceba que, como em qualquer família, temos direitos e deveres. Mas até mesmo os deveres são prazerosos quando comparados com a glória derramada sobre nós! No Salmo 84 o salmista declama seu prazer na casa do Senhor, um lugar onde encontra refugio, libertação, aconchego! Em Cristo nossas almas encontram o descanso e o conforto de enfim estar na casa do Pai!

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.  Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos. Efésios 6:10-18

                Há um segundo aspecto que devemos assumir. Nossa nova posição como filhos de Deus faz com que vejamos o mundo de uma nova maneira e percebamos os reais inimigos que nos rodeiam. Não os homens, os governos, a carne ou o sangue, mas as potestades, os espíritos das trevas, o próprio satanás que ruge como um leão procurando a quem possa tragar. Como diria um conhecido pregador, é como se um assassino de aluguem fechasse um contrato para lhe pegar assim que você se volta para Jesus.

                Mas a Bíblia nos mostra a devida proteção. O sangue de Cristo nos limpa a protege de todo o mal, e o Senhor nos dá as armas para que possamos não só nos defender, mas ser proativos na luta.  

                Como não? Nenhum Pai, um bom pai, pelo menos, gostaria de mandar seu filho para a vida sem ao menos uns bons conselhos. Pais de verdade devem ser propositais, devem ensinar seus filhos a enfrentar a vida e crescer mesmo diante das dificuldades e, ainda assim, demonstrar amor e cuidado quando seu filho fica ferido. Pais preparam seus filhos para a dificuldade e, quando necessário lutam por ele e até em seu Lugar!

                Na vida espiritual não é diferente. Temos um Deus que luta por nós quando clamamos e estamos diante das situações impossíveis. Como quando o povo de Deus estava cercado pelo inimigo e começou a cantar e louvar “O Senhor é bom e as sua misericórdia dura para sempre”, Deus então enviou seu exercito celeste e desbaratou os inimigos! Deus luta por nós, não a toa é chamado O Senhor dos Exércitos, Poderoso nas Batalhas!

                Mas se às vezes ele luta por nós, e tudo que devemos fazer é louvar e orar (isso já é parte da batalha, acredite), ele as vezes nos coloca na linha de frente, mas não desarmados. Como cristãos, sabemos da importância da armadura espiritual, mas poucas vezes a usamos verdadeiramente. Paulo nos convida a ficar de pé e tomar posse dessa armadura para combater sem medo:

cingidos os vossos lombos (cinturão) com a verdade: Somos luz, andamos na verdade e sua palavra habita em nós.

vestida a couraça da justiça: o caráter do guerreiro é a sua defesa. O próprio Deus é simbolicamente apresentado com uma couraça de justiça ao sair para impor justiça (Is 59:17)

calçados os pés na preparação do evangelho da paz: Prontos para proclamar o evangelho aonde for.

tomando sobretudo o escudo da fé: É nossa confiança, nossa fé (“certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” Hebreus 11:1) que nos protege dos Dardos inflamados do maligno. É um equipamento de defesa. Flechas ardentes eram concebidas para destruir escudos de madeira e outras defesas e alguns escudos romanos eram feitos com couro para serem encharcados de água e usados para apagar essas flechas, mas o escudo da fé é capaz de extinguir os ataques do diabo.

Tomai também o capacete da salvação: Nossas batalhas começam na mente, temos que tomar o capacete da salvação. É um equipamento de defesa, nossa mente não deve se amoldar ao mundo, mas ser renovada continuamente em Cristo (Romanos 12:1,2) de forma que nossos pensamentos devem ser focados não nas ansiedades do dia-a-dia mas em tudo aquilo que é “verdadeiro, tudo que que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo excelente ou digno de louvor(...)”, Filipenses 4:8.

e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus: Está é a nossa arma de ataque, a única descrita aqui. A Palavra de Deus é para ser usada como uma espada afiada de dois gumes, no grande poder do Espírito Santo (ver Heb. 4:12).

orando em todo tempo: Nossa batalha é espiritual  e deve ser travada da força de Deus. Nossas armas não são humanas.

                Em tudo isso percebemos que nossa confiança está realmente em Deus. Ele é nosso refugio, nossa fortaleza! Temos que estar vigilantes, mas também confiantes em nosso Deus. Estamos em Guerra espiritual, como Daniel no capitulo 10, versículo 1 a 14. O anjo do Senhor afirma que quando ele começou a orar, Deus já estava mandando a resposta, mas o inimigo, o “Príncipe do reino da Pérsia” resistiu por 21 dias. Daniel, porém orou e jejuou até sua resposta chegar.  

As vezes o inimigo se levante em nossa vidas e famílias e nossa atitude deve ser orar, louvar e clamar a Deus, tomar posse da armadura que Ele nos Deus. Temos que usar a palavra de Deus que diz que “Mil poderão cair ao seu lado, dez mil a sua direita, mas nada o atingirá (...) nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chagará a sua tenta. Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; com as mãos eles os segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.” (Salmo 91:7, 10-12).

                Vamos assumir quem nós somos em Cristo Jesus: filhos amados e eleitos, discípulos sedentos da palavra e guerreiros imbatíveis no Senhor!