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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jejum – Dia 5 – Assuma sua posição de filho, assuma sua posição de guerreiro


 
                 Esta postagem é um combinado de ontem e de hoje. Sabe como é, né? Domingo é um dia complexo, pode ser agitado e vagaroso ao mesmo tempo. Mas estamos no meio do nosso jejum e há duas posições que precisamos aprender e assumir, esse é o objetivo de reflexão nestes dias. Como gosto de mudar as coisas, vou inverter a ondem de nossa listinha de meditação.

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Romanos 8:15-17

                Talvez a visão ainda mais mal entendia entre os cristãos seja a de Pai. Para Jesus era algo vivo e pratico, mas para muitos dos seus seguidores pode tornar-se confuso, principalmente quando não temos bons pais em que se espelhar na terra. Mas precisamos aprender com o Mestre: nós temos um Pai que nos ama, que cuida de nós, que aguardou anos nosso retorto ao lar e pacientemente trabalha em, e através de, nossas vidas mesmo com nossas falhas e temores.

                Neste trecho da carta aos Romanos, Paulo declara que somos filhos. Não mais escravos do pecado, do mundo, dos homens e seus desejos. Não mais escravos de nós mesmos, mas filhos! Podemos realmente tomar posse dessa palavra?

E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espirito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama “Aba, Pai”. Assim, você já né é mais escravo, mas filho; e por ser filho, Deus também o tornou herdeiro. Gálatas 4: 6,7

                O “espirito da adoção” é oposto ao “espirito da filiação”. Em Cristo temos poder para vencer o mundo, o pecado e seus desejos. Somos livres da maldição descrita por Paulo de querer fazer o bem e não consegui-lo. Mas, mais do que isso, Paulo destaca a paternidade. Deus colocou seu espirito em nós (lembra-se do melhor pedido que Deus responderia em Lucas 11:5-13?) e ele nos faz clamar Aba (Pai)!

                É preciso aqui entender o próprio conceito de adoção assumido pelos gregos e romanos. Diferente do pensamento atual, os filhos adotivos tinham os mesmos direitos dos de carne e sangue, inclusive os direitos de herança. Não só isso, mas poderiam ser até mais estimados que os filhos naturais, visto que era fruto de uma escolha, de algo deliberado e não de uma obrigação – geralmente não ocorrido no nascimento natural.  É por isso que Paulo usa essa imagem para dizer que nós fomos escolhidos e eleitos, que nós temos o espirito de Cristo, somos amados através dele! Somos feitos herdeiros e co-herdeiros.

                Um detalhe é importante ressaltar: Com ele sofremos, com ele somos glorificados. Assim como Jesus, sofremos. Qual nosso sofrimento? Sofremos na luta contra o pecado, contra nossa carne (que não aceita tão facilmente sua derrota); e sofremos com e por nossos irmãos em Cristo, visto que somos um só corpo, uma só família. Mas é nesse partilhar do sofrimento que vem as vitorias e nele seremos glorificados.

                Perceba que, como em qualquer família, temos direitos e deveres. Mas até mesmo os deveres são prazerosos quando comparados com a glória derramada sobre nós! No Salmo 84 o salmista declama seu prazer na casa do Senhor, um lugar onde encontra refugio, libertação, aconchego! Em Cristo nossas almas encontram o descanso e o conforto de enfim estar na casa do Pai!

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.  Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos. Efésios 6:10-18

                Há um segundo aspecto que devemos assumir. Nossa nova posição como filhos de Deus faz com que vejamos o mundo de uma nova maneira e percebamos os reais inimigos que nos rodeiam. Não os homens, os governos, a carne ou o sangue, mas as potestades, os espíritos das trevas, o próprio satanás que ruge como um leão procurando a quem possa tragar. Como diria um conhecido pregador, é como se um assassino de aluguem fechasse um contrato para lhe pegar assim que você se volta para Jesus.

                Mas a Bíblia nos mostra a devida proteção. O sangue de Cristo nos limpa a protege de todo o mal, e o Senhor nos dá as armas para que possamos não só nos defender, mas ser proativos na luta.  

                Como não? Nenhum Pai, um bom pai, pelo menos, gostaria de mandar seu filho para a vida sem ao menos uns bons conselhos. Pais de verdade devem ser propositais, devem ensinar seus filhos a enfrentar a vida e crescer mesmo diante das dificuldades e, ainda assim, demonstrar amor e cuidado quando seu filho fica ferido. Pais preparam seus filhos para a dificuldade e, quando necessário lutam por ele e até em seu Lugar!

                Na vida espiritual não é diferente. Temos um Deus que luta por nós quando clamamos e estamos diante das situações impossíveis. Como quando o povo de Deus estava cercado pelo inimigo e começou a cantar e louvar “O Senhor é bom e as sua misericórdia dura para sempre”, Deus então enviou seu exercito celeste e desbaratou os inimigos! Deus luta por nós, não a toa é chamado O Senhor dos Exércitos, Poderoso nas Batalhas!

                Mas se às vezes ele luta por nós, e tudo que devemos fazer é louvar e orar (isso já é parte da batalha, acredite), ele as vezes nos coloca na linha de frente, mas não desarmados. Como cristãos, sabemos da importância da armadura espiritual, mas poucas vezes a usamos verdadeiramente. Paulo nos convida a ficar de pé e tomar posse dessa armadura para combater sem medo:

cingidos os vossos lombos (cinturão) com a verdade: Somos luz, andamos na verdade e sua palavra habita em nós.

vestida a couraça da justiça: o caráter do guerreiro é a sua defesa. O próprio Deus é simbolicamente apresentado com uma couraça de justiça ao sair para impor justiça (Is 59:17)

calçados os pés na preparação do evangelho da paz: Prontos para proclamar o evangelho aonde for.

tomando sobretudo o escudo da fé: É nossa confiança, nossa fé (“certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” Hebreus 11:1) que nos protege dos Dardos inflamados do maligno. É um equipamento de defesa. Flechas ardentes eram concebidas para destruir escudos de madeira e outras defesas e alguns escudos romanos eram feitos com couro para serem encharcados de água e usados para apagar essas flechas, mas o escudo da fé é capaz de extinguir os ataques do diabo.

Tomai também o capacete da salvação: Nossas batalhas começam na mente, temos que tomar o capacete da salvação. É um equipamento de defesa, nossa mente não deve se amoldar ao mundo, mas ser renovada continuamente em Cristo (Romanos 12:1,2) de forma que nossos pensamentos devem ser focados não nas ansiedades do dia-a-dia mas em tudo aquilo que é “verdadeiro, tudo que que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo excelente ou digno de louvor(...)”, Filipenses 4:8.

e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus: Está é a nossa arma de ataque, a única descrita aqui. A Palavra de Deus é para ser usada como uma espada afiada de dois gumes, no grande poder do Espírito Santo (ver Heb. 4:12).

orando em todo tempo: Nossa batalha é espiritual  e deve ser travada da força de Deus. Nossas armas não são humanas.

                Em tudo isso percebemos que nossa confiança está realmente em Deus. Ele é nosso refugio, nossa fortaleza! Temos que estar vigilantes, mas também confiantes em nosso Deus. Estamos em Guerra espiritual, como Daniel no capitulo 10, versículo 1 a 14. O anjo do Senhor afirma que quando ele começou a orar, Deus já estava mandando a resposta, mas o inimigo, o “Príncipe do reino da Pérsia” resistiu por 21 dias. Daniel, porém orou e jejuou até sua resposta chegar.  

As vezes o inimigo se levante em nossa vidas e famílias e nossa atitude deve ser orar, louvar e clamar a Deus, tomar posse da armadura que Ele nos Deus. Temos que usar a palavra de Deus que diz que “Mil poderão cair ao seu lado, dez mil a sua direita, mas nada o atingirá (...) nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chagará a sua tenta. Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; com as mãos eles os segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.” (Salmo 91:7, 10-12).

                Vamos assumir quem nós somos em Cristo Jesus: filhos amados e eleitos, discípulos sedentos da palavra e guerreiros imbatíveis no Senhor!

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