Efésios 4.17-5.4
Então, eu lhes
digo isto, falando pelo Senhor: não vivam mais como os incrédulos, pois eles
estão cegos e confundidos. Seus corações fechados estão cheio de trevas; eles
estão muito distantes da vida de Deus porque fecharam seus corações e não podem
compreender seus caminhos. Não se preocupam mais com o que está certo ou errado
e se entregaram a praticas impuras. Nada os detêm e são guiados pelas suas
mentes malvadas e sua imoralidade desenfreada. Esse, porém, não é o caminho que
Cristo ensinou a vocês! Se realmente vocês ouviram sua voz e aprenderam de
Jesus as verdades relacionadas a ele, então desfaçam-se desta velha maneira de
viver – a velha natureza que era parceira nos seus maus caminhos –
completamente corrompida, cheia de imoralidade e engano. Agora as suas atitudes e os seus pensamentos
devem ser constantemente renovados. Assim, vocês devem revestir-se do novo ser,
criado por Deus, que é parecido com a sua natureza, santa e justa, proveniente
da verdade. Deixem de mentir uns aos outros; falem a verdade, pois somos
membros do mesmo corpo. Quando estiverem irados, não pequem alimentando seu
próprio rancor. Não deixem que o sol se ponha antes de resolverem suas
diferenças; não deem oportunidade para o diabo. Se alguém anda roubando deve
parar com isso e começar a utilizar suas mãos para trabalhar honestamente, a
fim de poder repartir com aqueles que estão necessitados. Evitem a boca suja.
Digam só o que é bom e útil àqueles com quem vocês estiverem falando, e o que
resulta em bênçãos para eles. Não façam o Espirito Santo entristecer-se pelo
modo de vocês viverem. Lembrem-se que é ele quem garante que vocês estarão
presentes no dia da redenção. Abandonem toda a amargura, todo o ódio e toda a
raiva. Evitem toda gritaria, insultos e maldades. Em vez disso, sejam bondosos
uns para com os outros, compassivos, perdoando-se mutualmente, assim como Deus
os perdoou por pertencerem a Cristo. Sigam o exemplo de Deus em tudo quando
fizerem, como filhos muito amados. Sejam cheios de amor uns pelos outros,
seguindo o exemplo de Cristo, que amou vocês e se entregou a Deus como
sacrifício a fim de tirar seus pecados. E Deus ficou satisfeito, porque o amor
de Cristo por vocês foi para ele como suave perfume. Que não haja pecado
sexual, impureza ou ganância entre vocês. Que isso não seja nem mesmo assunto
de conversa entre os santos. As historias sujas, a conversa indecente e
gracejos inconvenientes, estas coisas não são para vocês. Em vez disso
lembrem-se uns aos ouros da bondade de Deus e sejam agradecidos. Podem estar
certos disto: o reino de Deus nunca será de ninguém que é imoral ou impuro ou
ganancioso ou idolatra. Estes não tem herança no Reino de Cristo e de
Deus. (NBV)
Depois
de tratar da fundamental questão da união do corpo de Cristo, Paulo passa a
dissertar sobre a necessidade de santificação, ou purificação, da Igreja,
seguindo de exemplos práticos. Para isso ele começa contrastando o que éramos
antes e depois de Cristo. Como éramos como pagãos/incrédulos e como devem ser
agora que fazem parte da nova sociedade de Cristo e de seu novo estilo de vida.
Usando uma metáfora de despir-se do velho homem corrupto e degenerado e cheio
do engano; e vestir-se do novo homem criado segundo Deus, em justiça, retidão e
verdade. Para nossa meditação, podemos colocar estas atitudes lado a lado para
comparação:
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Despir-se
do velho homem (antes éramos)
|
Vestir-se
da nova natureza
(agora
devemos ser)
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Incrédulos, cegos e confundidos
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Ouviram sua voz e aprenderam de Jesus
as verdades relacionadas a ele
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Não se preocupam mais com o que está
certo ou errado e se entregaram a praticas impuras
|
Atitudes e pensamentos devem ser
constantemente renovados.
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Guiados pelas suas mentes malvadas e
sua imoralidade desenfreada
|
Santidade e justiça, provenientes da
verdade
|
Trata-se
de um novo nascimento em Cristo e, conforme aponta John Stott, não podemos
fazer isso sozinhos. Ao mesmo tempo, não é um processo passivo: “Não, a nova
humanidade que assumimos é criação de Deus, não nossa. Mesmo assim, quando Deus
nos cria de novo em Cristo, concordamos inteiramente com aquilo que ele fez.
“Despojamos” nossa velha vida, e “nos revestimos” da nova vida que ele criou,
abraçando-a e dando-lhes as boas vindas com alegria. Numa palavra, a nova
criação (aquilo que Deus faz) e o arrependimento (aquilo que fazemos pela graça
dele) permanecem juntos e não podem ser separados”.
Passando
para o exemplo pratico, o apóstolo nos apresenta seis, devemos observar algumas
coisas: 1) Todos dizem respeitos a relacionamentos; 2) Cada exemplo de uma
proibição negativa é equilibrado por um mandamento positivo correspondente; 3)
Em cada caso, uma razão ou mandamento é estabelecido ou subtendido (teologia
por trás da realidade). Novamente, colocamos lado a lado para nossa meditação e
comparação:
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Pecado
para desvestir
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Comando
positivo
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Teologia
(razão/mandamento)
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Mentir uns aos outros
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Falem a verdade
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Pois somos membros do mesmo corpo –
Nada mata mais a unidade que mentiras, devemos ser dignos de confiança.
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Ira injusta
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Não pequem alimentando seu próprio
rancor. Não deixem que o sol se ponha antes de resolverem suas diferenças
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Resolverem diferenças, fazer reparação;
não dar oportunidade para o diabo (que tira proveito da situação para
provocar intriga e violência).
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Roubar
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Parar com isso e começar a utilizar
suas mãos para trabalhar honestamente
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Trabalhar a fim de poder repartir com
aqueles que estão necessitados
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Usar a boca para o mal, ter boca suja.
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Digam só o que é bom e útil, abençoem e
não amaldiçoem.
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Não façam o Espirito Santo
entristecer-se pelo modo de vocês viverem
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Amargura, ódio, raiva, gritaria,
insultos e maldades.
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Sejam bondosos uns para com os outros,
compassivos, perdoando-se mutualmente.
Sejam cheios de amor uns pelos outros.
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Perdoar como Deus os perdoou por
pertencerem a Cristo.
Seguir o exemplo de Cristo.
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Pecado sexual, impureza ou ganância. As
historias sujas, a conversa indecente e gracejos inconvenientes
|
Que isso não seja nem mesmo assunto de
conversa entre os santos. Em vez disso lembrem-se uns aos outros da bondade
de Deus e sejam agradecidos
|
O reino de Deus nunca será de ninguém
que é imoral ou impuro ou ganancioso ou idolatra.
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Fica
aqui o grande constate de vida. Paulo apresenta “a integração da experiência
cristã (aquilo que somos), da teologia cristã (aquilo que cremos), e da ética
cristã (como nos comportamos). (...) Aquilo que somos, pois, dirige a forma
como pensamos, e como pensamos determina como agimos” (John Stott). Nisso, não
somos espectadores passivos, mas deixamos toda a conduta incompatível e nos
revestimos do novo estilo de vida que Cristo tem para nós, digna da nossa vocação
e chamado.
***
John Stott A Mensagem de Efésios
– A nova Sociedade de Deus, ABU editora

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