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sábado, 17 de janeiro de 2015

Dia 6 - Poder e plenitude





Efésios 3.14-21
Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele nos fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espirito, para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amem! (NVI)

                Em sua segunda oração, Paulo nos fala novamente do poder de Deus. Outra versão diz que ele se põe de joelhos a clamar que o Pai “vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o Espírito no homem interior”, mais ao fim da carta explicita que devemos nos fortalecer no Senhor e na força do seu poder. Esse mesmo poder já foi demonstrado em Cristo ao ressuscitar dos mortos e esse mesmo poder age em nossas vidas nos tirando da morte, do pecado e do reino das trevas. Por conta própria não conseguimos nada, podemos somente reconhecer nossas fraquezas e ser fortalecidos em Cristo. Ainda avaliaremos mais profundamente esta questão, por hora observemos que objetivo é que Cristo habite em nós, mediante a fé.
                Paulo usa duas expressões para mostrar o que deseja: arraigados (de enraizados) e alicerçados (como uma sólida construção) em amor. É preciso força do poder do Espírito para amar aqueles que estão separados de nós por barreiras como a diversidade cultural e racial, que anteriormente nos separava. O amor é, então, a raiz e o fundamento em que devemos edificar nossa vida, pois como declarou João “se alguém não ama nem é bondoso, isso demonstra que ele não conhece a Deus. Porque Deus é amor” (João 5.8 BV). Mais do que isso, o apóstolo deseja que possamos compreender as dimensões do amor infinito de Deus. Nas palavras de Calvino: 

Quase todos os homens se acham infectados com a mórbida doença de querer obter conhecimento sem nenhum proveito. Portanto, a presente admoestação é muitíssimo oportuna: o que nos é imprescindível saber, e o que o Senhor quer que contemplemos, acima e abaixo, à direita e à esquerda, diante e por detrás. O amor de Cristo persiste para que meditemos nele dia e noite e para que vivamos completamente imersos nele.

                Esse amor excede todo entendimento e nos enche da plenitude de Cristo, ou seja, somos levados a um lugar pelo Espírito Santo onde somos transformados a Sua imagem e semelhança, a estatura do varão perfeito. E podemos crer que é o Senhor quem opera, que é Ele que responde a nossa orações, muito além do que pedimos ou pensamos – Paulo usa aqui um dos seus criativos superlativos para demonstrar que é algo que ultrapassa expectativas, “muito mais que abundantemente” ou “infinitamente”. Nosso maior problema é achar que estamos sozinhos de deixados de lado na vida, mas é o poder de Deus que opera, que atua, em nós, que faz além daquilo que possamos imaginar e nos enche de sua plenitude, não para nos vangloriarmos, mas para que Ele receba a glória no seu corpo, sua igreja, em todas as gerações e por toda a eternidade.  

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John Stott. A Mensagem de Efésios – A nova Sociedade de Deus, ABU editora
João Calvino. Comentário de Gálatas, Efésios, Filipenses e Colossenses (Série Comentários Bíblicos João Calvino), Editora fiel. 
D.M. Lloyd Jones. O soldado cristão – Exposição sobre Efésios 6.10-20, Publicações evangélicas selecionadas.

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