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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dia 1 - Coisas velhas, coisas novas



Efésios 1:3-14
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis e, sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados  como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção por meio do seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude. Nele fomos também escolhidos, tendo sito predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Quando vocês ouviram e creram na sua palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com Cristo com o Espírito Santo da Promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua Gloria. (NVI)       

Apesar de já ter tirado carteira, ainda estava aprendendo a dirigir e buscava fazer isso com cuidado, como creio que seja comum com outras pessoas. Certa vez dei carona a um amigo e ele perguntou se podia emitir uma opinião. Ao responder que sim, ele me disse que percebeu que eu olhava muitas vezes para a o espelho retrovisor, sempre olhando para trás, e que isso não era tão necessário, pois deveria me concentrar mais nos carros a minha frente para evitar acidentes. Assim como pode parecer bobo quando relembro minha atitude agora, o mesmo vale quando percebemos que olhamos demais somente um uma direção - passado ou futuro. 

Quantas pessoas não passam a maior parte do seu tempo olhando para o passado: o que fizeram ou deixaram de fazer? E quantos ainda, mais comuns, não olham somente para o futuro. Sempre esperamos um novo ano, coisas melhores que virão e, sendo cristão, um futuro glorioso quando Cristo dominará a tudo e nos trará a redenção e transformação de todas as coisas. Qual a postura correta? 

Paulo começa a carta aos Efésios com um momento de adoração a Cristo pelas bênçãos derramadas que vem “antes da criação do mundo” (passado), por aquilo que temos em Cristo agora (presente) e teremos no futuro (“dispensação da plenitude”). Começa nos relembrando que antes da fundação do mundo, tínhamos sidos eleitos, escolhidos e amados por Cristo. Aliás, vários verbos estão no passado – “nos escolheu”, “nos predestinou”, etc.  Mas perceba que tratam-se  de olhar para o passado em Cristo. Paulo olha para a aliança sendo definida antes da fundação do mundo, em um passado distante em que não havia sequer noção de tempo ou espaço. Precisamos frequentemente lembrar que o presente e o futuro estão firmados na Aliança com Cristo, no que Ele fez por nós. 

Essa eleição, esta aliança, não é sem razão. “Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo”, afirma Paulo. Precisamos ter consciência do privilegio, e responsabilidade, deste chamado. Cristo está operando em nós, e podemos, cientes disso, olhar para o futuro, quanto todas as coisas convergirão em Cristo e não haverão mais elementos de oposição ao seu reino. 

É bom lembrar que Paulo estava na prisão quando escreveu esta carta, mas apesar do pulso algemado e do corpo confinado “seu coração e sua mente habitavam a eternidade. Olhou para trás antes da fundação do mundo (v.4) e para frente, para a plenitude dos tempos (v. 10) e apoderou-se do que temos agora (v. 7) e do que devemos ser agora, à luz daquelas duas eternidades” . 

Comprovando todas as promessas de Deus, temos o Espírito Santo. Ele é o prometido e enviado no dia de Pentecostes, Ele é nosso selo – marca de quem pertencemos; nossa garantia (ou penhor) de Deus. Stott ressalta que em transações comerciais antigas, penhor era uma parte do preço de compra, feito de antemão, garantindo direito legal sob o respectivo artigo, algo como um sinal quando compramos uma casa. “Assim acontece com o Espírito Santo. Ao dá-lo a nós, Deus não está apenas nos prometendo a nossa herança final, mas realmente está dando uma antevisão dela, o que, no entanto, ‘é apenas uma pequena fração da futura dotação’”.  

Que possamos então oferecer nosso louvor e adoração a Deus ao olhar tudo aquilo que Ele fez, tudo o que fará, e todas as grandezas do porvir. Olhe para trás, desfrute o presente, e olhe para o futuro, sob a marca da eternidade.  

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John  Stott, A Mensagem de Efésios – A nova Sociedade de Deus, ABU editora

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