“Bondade é fazer aquilo que beneficia o
outro” Max Anders
O termo bondade aqui vem da palavra
grega agathōsynē que significa fiel, positivo, diligente, que toma a iniciativa
para beneficiar o outro. Lembre que Bom somente é Deus (Lucas 18.19), desta
forma somente aqueles que andam no Espirito podem produzir esta característica
e em sua plenitude. Os filhos se espelham no Pai (II Coríntios 3:18)
A benignidade anda de braços
dados de forma que praticamente não distinguimos uma da outra. Max Anders apresenta
a benignidade como algo mais “pessoal, face a face, enquanto a bondade nem
sempre necessita ser pessoal”. É algo a se pensar a se pensar. Quando vemos
exemplos de descrição da bondade na bíblia, a distinção realmente torna-se mais
difícil: Um chefe que é atencioso (1 Pedro 2:18); Um homem que é generoso (Mateus 20:15); Um
servo que é confiável (Mateus 25:21); Uma mulher que trabalha com afinco em
casa (Tito 2:5); Um homem que diz coisas úteis e positivas (Lucas 6:45); e
Um homem que incentiva os outros (Atos 11:24).
Um homem que incentiva os outros (Atos 11:24).
Gosto particularmente de uma
historia contada por Charles Swindoll ilustra bem a bondade e a amabilidade:
Depois do término da segunda guerra
mundial, a Europa começou a ajuntar os cacos que restaram. Grande parte da
Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar. E,
possivelmente, o lado mais triste da guerra tenha sido assistir as criancinhas
órfãs morrendo de fome, nas ruas das cidades devastadas.
Certa manhã de muito frio, na
capital londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Numa
esquina, ele viu, do seu jipe, um menino com o nariz pressionado contra o vidro
de uma confeitaria. Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá
dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma fornada de rosquinhas.
Os olhos arregalados do menino
falava da fome que lhe devorava as entranhas. Ele observava todos os movimentos
do confeiteiro, sem perder nenhum. Através do vidro embaçado pela fumaça, o
soldado viu as rosquinhas quentes, e de dar água na boca, sendo retiradas do
forno. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o
cuidado. O soldado ouviu o gemido do menino e percebeu como ele salivava. Em
pé, ao lado dele, comoveu-se diante daquele órfão desconhecido.
“Filho, você gostaria de comer
algumas rosquinhas?”
O menino se assustou. Nem percebera
a presença do homem a observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação.
“Sim,” respondeu. “eu gostaria.”
O soldado entrou na confeitaria e
comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as dentro de um saco de papel e se
dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na gélida e nevoenta manhã de
Londres.
Sorriu e lhe entregou as
rosquinhas, dizendo de forma descontraída: “aqui estão as rosquinhas.”
Virou-se para se afastar.
Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou para trás e ouviu o menino
perguntar, baixinho: “Moço... você é Deus?”.
Nunca
nos parecemos tanto com Deus, quando realizamos a suas obras – por menores que
sejam.

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