“O
amor é afirme decisão de nossa vontade de buscar o bem estar duradouro dos outro”
Max Anders
O fruto do Espírito assemelha-se a um cacho de uvas, com três grupos de cada
característica. As três primeiras falam principalmente de nosso relacionamento
com Deus. E não parece impensado que Paulo começa citando o amor, afinal “Agora
permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor.”
(1 Coríntios 13.13). Não só isso, nosso Deus é descrito não somente como alguém
que ama, mas como o próprio amor! Só
isso explicaria enviar seu filho unigênito por amor a nós (João 3.16), pois
“Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).
Talvez nada mais explique Deus, e portando o
amor do que o texto de Paulo em 1ª Coríntios 13.4-7:
“O amor é paciente, é
benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se
conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não
se ressente do mal não se alegra com a
injustiça, mas regozija-se com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Gosto particularmente da versão da Bíblia Viva, que
expande e não deixa espaço para dúvida sobre quem Deus é – a verdadeira
definição de amor:
“O amor é muito
paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso ou
orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige
que se faça o que ele quer. Não é irritadiço. Não guarda rancor e dificilmente
notará o mal que outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas
se alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal para com
ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele,
e sempre se manterá em sua defesa”.
Que lindo não?
Mas às vezes esquecemos que este não é só a amor de Deus por nós, é o que Ele
espera de nós também:
“Nisto conhecerão
todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13.35)
“Sabemos que já
passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (1 João 3.14)
“A ninguém devais
coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros, pois quem ama
ao próximo cumpriu a lei” (Romanos 13.8)
O mundo tem
distorcido o que é amor, tem brincado com palavras, quando o verdadeiro amor
age. Você sabia que existem quatro palavras gregas traduzidas por amor? Há o
amor eros, físico; o amor philos, de amizade; storge, o amor familiar; e ágape,
amor divino, amor que não pede nada em troca, ilimitado e incondicional. É esse
o amor que Descreve o que Cristo fez na Cruz por nós e é esse o amor que Deus
espera dos seus filhos, caso contrário seremos como sino que tine, como metal
que soa, vazios (1 Coríntios 13.1-3). Só o Espírito de Deus pode trazer esse
amor aos nossos corações.
Há alguns dias lembrei-me
de uma palavra trazia por um pastor do Oriente médio: o amor não precisa de
palavras, quando você vem aqui, choram com eles, se emocionam com eles... Isso
é amor. E não pude deixar de sorrir quando brincava com aquelas crianças sem ao
menos entendermos a língua um do outro. Isso é amor, isso é Deus em nossas
vidas. Se falta amor e comprometimento, devemos clamar. Uma igreja sem amor é
uma igreja vazia e, pior, inútil.
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