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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dia 2: Amor



“O amor é afirme decisão de nossa vontade de buscar o bem estar duradouro dos outro” Max Anders


                O fruto do Espírito assemelha-se a um cacho de uvas, com três grupos de cada característica. As três primeiras falam principalmente de nosso relacionamento com Deus. E não parece impensado que Paulo começa citando o amor, afinal “Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor.” (1 Coríntios 13.13). Não só isso, nosso Deus é descrito não somente como alguém que ama, mas como o próprio amor! Só isso explicaria enviar seu filho unigênito por amor a nós (João 3.16), pois “Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

                 Talvez nada mais explique Deus, e portando o amor do que o texto de Paulo em 1ª Coríntios 13.4-7:
  
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal  não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;  tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
               
Gosto particularmente da versão da Bíblia Viva, que expande e não deixa espaço para dúvida sobre quem Deus é – a verdadeira definição de amor:

“O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso ou orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa”.

                Que lindo não? Mas às vezes esquecemos que este não é só a amor de Deus por nós, é o que Ele espera de nós também:

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13.35)
“Sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (1 João 3.14)
“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros, pois quem ama ao próximo cumpriu a lei” (Romanos 13.8)

                O mundo tem distorcido o que é amor, tem brincado com palavras, quando o verdadeiro amor age. Você sabia que existem quatro palavras gregas traduzidas por amor? Há o amor eros, físico; o amor philos, de amizade; storge, o amor familiar; e ágape, amor divino, amor que não pede nada em troca, ilimitado e incondicional. É esse o amor que Descreve o que Cristo fez na Cruz por nós e é esse o amor que Deus espera dos seus filhos, caso contrário seremos como sino que tine, como metal que soa, vazios (1 Coríntios 13.1-3). Só o Espírito de Deus pode trazer esse amor aos nossos corações.      

                Há alguns dias lembrei-me de uma palavra trazia por um pastor do Oriente médio: o amor não precisa de palavras, quando você vem aqui, choram com eles, se emocionam com eles... Isso é amor. E não pude deixar de sorrir quando brincava com aquelas crianças sem ao menos entendermos a língua um do outro. Isso é amor, isso é Deus em nossas vidas. Se falta amor e comprometimento, devemos clamar. Uma igreja sem amor é uma igreja vazia e, pior, inútil.   

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