Para Leitura: Gálatas 5 e 6
Qual
sua fruta favorita? O que a faz ser tão especial? Cor, textura, doçura, acidez?
A primeira vista duas árvores frutíferas podem parecer idênticas, mas isso até
produzirem flores e, por fim, frutos. Como Jesus disse, pelos frutos conhecemos
a árvore. E com o ser humano não é tão diferente. Podemos nos assemelhar, usar
as mesas roupas, comer a mesma comida e frequentar a mesma igreja, mas só o
tempo, e o fruto, dizem quem realmente somos. E esse tem sido um grande desafio
para a Igreja, como podemos mostrar nossa fé sem os frutos? O mundo não se
converte com palavras, mas com ações.
Não
é a toa que Paulo começa falando que nós não pertencemos mais a escravidão da
Lei e do pecado, produzindo os frutos da carne. Se estivermos em Cristo, se
somos seus discípulos, vamos produzir fruto compatível. E o fruto do Espírito é
“amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão,
domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (versos 22 e 23). Não é algo
agradável? Que pessoa sensata não desejaria ter essas qualidades ou de ser cercado por
pessoas com estas qualidades? De fato é um fruto desejável, e também é um
retrato perfeito de nosso amado Jesus.
Aqui
podemos fazer alguns apontamentos. Primeiro, Paulo chama de “o fruto”, singular.
Você pode encontrar pessoas amáveis que não são Cristãs. Aliás, não é incomum
encontrar pessoas não religiosas que apresentam algumas das características da
lista acima. Mas perceba que o fruto é um só, e não somente alguns deles e aí
entramos no segundo ponto: o fruto é do Espírito. Ou seja, não vem de nós (lembre-se
das obras da carne), mas é fruto do agir de Deus em nossas vidas. Podemos nos
esforçar e estabelecer regras, mas somente O Espírito Santo nos leva a um novo
patamar e produz o fruto com equilíbrio entre todas as atribuições.
Mas
perceba uma coisa: o fato do fruto ser do Espírito não quer dizer que não haja
cooperação ou que sejamos meros agentes passivos de Deus. É até curioso
constatar que “Alguns cristãos parecem se surpreender por não estarem colhendo
o fruto do Espírito, mas passam uma grande parte do seu tempo semeando para a
carne” (John Stott). Como colher o que não plantamos (Gálatas 6.7-8)? O fruto
do Espírito é a marca de um caráter, algo que dura toda uma vida, moldado por
Deus.
Vamos
clamar e colaborar com o Espirito Santo? Como diz um proverbio antigo:
Semeie
um pensamento, e você colherá uma ação;
Semeie
uma ação, e você colherá um hábito;
Semeie
um hábito, e você colherá um caráter;
Semeie
um caráter, e você colherá um destino.

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