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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Dia 1: Mas o fruto do Espirito é...



Para Leitura: Gálatas 5 e 6



                Qual sua fruta favorita? O que a faz ser tão especial? Cor, textura, doçura, acidez? A primeira vista duas árvores frutíferas podem parecer idênticas, mas isso até produzirem flores e, por fim, frutos. Como Jesus disse, pelos frutos conhecemos a árvore. E com o ser humano não é tão diferente. Podemos nos assemelhar, usar as mesas roupas, comer a mesma comida e frequentar a mesma igreja, mas só o tempo, e o fruto, dizem quem realmente somos. E esse tem sido um grande desafio para a Igreja, como podemos mostrar nossa fé sem os frutos? O mundo não se converte com palavras, mas com ações. 

                Não é a toa que Paulo começa falando que nós não pertencemos mais a escravidão da Lei e do pecado, produzindo os frutos da carne. Se estivermos em Cristo, se somos seus discípulos, vamos produzir fruto compatível. E o fruto do Espírito é “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (versos 22 e 23). Não é algo agradável? Que pessoa sensata não desejaria  ter essas qualidades ou de ser cercado por pessoas com estas qualidades? De fato é um fruto desejável, e também é um retrato perfeito de nosso amado Jesus. 

                Aqui podemos fazer alguns apontamentos. Primeiro, Paulo chama de “o fruto”, singular. Você pode encontrar pessoas amáveis que não são Cristãs. Aliás, não é incomum encontrar pessoas não religiosas que apresentam algumas das características da lista acima. Mas perceba que o fruto é um só, e não somente alguns deles e aí entramos no segundo ponto: o fruto é do Espírito. Ou seja, não vem de nós (lembre-se das obras da carne), mas é fruto do agir de Deus em nossas vidas. Podemos nos esforçar e estabelecer regras, mas somente O Espírito Santo nos leva a um novo patamar e produz o fruto com equilíbrio entre todas as atribuições. 

                Mas perceba uma coisa: o fato do fruto ser do Espírito não quer dizer que não haja cooperação ou que sejamos meros agentes passivos de Deus. É até curioso constatar que “Alguns cristãos parecem se surpreender por não estarem colhendo o fruto do Espírito, mas passam uma grande parte do seu tempo semeando para a carne” (John Stott). Como colher o que não plantamos (Gálatas 6.7-8)? O fruto do Espírito é a marca de um caráter, algo que dura toda uma vida, moldado por Deus. 

                Vamos clamar e colaborar com o Espirito Santo? Como diz um proverbio antigo:

Semeie um pensamento, e você colherá uma ação;
Semeie uma ação, e você colherá um hábito;
Semeie um hábito, e você colherá um caráter;
Semeie um caráter, e você colherá um destino.

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