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domingo, 12 de janeiro de 2014

Dia 5: Longanimidade (Paciência)



“Longanimidade é a capacidade de suportar pessoas ou circunstanciam desagradáveis por uma causa maior” Max Anders

                É engraçado como se costuma atribuir Paciência a Jó, mas não penso assim. Jó se desesperou ao ouvir os discursos politicamente corretos e não embasados dos ditos amigos. A questão é que, mesmo lamentando e buscando respostas para seu sofrimento, ele clamava e esperava em Deus. Creio que o maior exemplo de paciência, e fé claro, vem de Noé. Noé foi instruído a crer em Deus e construir uma arca quando sequer tinha evidencias de chuva. Pensamos que a construção da arca foi algo rápido porque duram alguns poucos versículos da bíblia, mas uma obra monumental como essa durou anos. E toda a agonia dos que viam aquilo e zombavam, desacreditavam?

                Ao entrar na arca e perceber que todo o mundo ao redor estava se esvaindo, Noé e sua família ainda tiveram que passar dias dentro na arca enquanto chovia e mais dias ainda esperando as aguas descerem o nível. Esperar, esperar, esperar. Diante de animais diversos, alguns peçonhentos, cuidando de cada animal, suportando um clima pesado de morte que pairava no ar e o cheiro de dejetos animais. Como diz uma música infantil “Temos que aprender” a esperar, e Noé nos ensina bem isso.  

A longanimidade ou paciência é parte do fruto do Espírito e vem de uma palavra grega que significa permanecer firme na provocação, aguentar apesar de tudo – mesmo quando não nos sentimos bem. Isso não é fácil e só quem já foi tratado com injustiça e não revidou sabe do que estou falando. Mas a verdade é que precisamos a começar por nós mesmos. Lembre que o fruto não desenvolve de uma vez, leva uma vida inteira. As vezes nos desesperamos e precisamos desta pitada de paciência para entender que uma planta precisa de tempo para conquistar frutos desejados. 

Não só isso, precisamos de paciência com os irmãos com os vizinhos, colegas de trabalho, motoristas no transito (peguei na ferida de muita gente, não?) e mesmo com aqueles que, por vezes, consideramos inferior a nós. Precisamos de paciência com as crianças, com os idosos (seguindo seus passos, como faria o próprio Deus). Além das pessoas podemos enfrentar situações de enfermidade ou ferimentos que demandam tempo para sarar, problemas financeiros que exigem estratégia ou vícios que rondam nossas vidas as vezes parecem que nunca vão embora. 

João Calvino descrevia longanimidade como “a ternura de mente, que nos dispõe a aceitar tudo com bondade e não ser facilmente ofendidos”. A longanimidade vem da dependência de Deus, na confiança nos seus propósitos e quando renunciamos nossas inclinações naturais e por vezes tão irascíveis. Precisamos da palavra de Paulo que diz que podemos ser “corroborados com toda a fortaleza, segundo a força de sua glória, em toda paciência, e longanimidade com gozo” (Cl 1.11).         

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