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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dia 6: Benignidade (ou Amabilidade)



“Benignidade é tratar os outros de maneira agradável em palavras e atos” Max Anders


                Como Diz Mas Anders “A benignidade é uma das maiores virtudes e a mais admirada, embora seja das mais raras”.  Quantos atos de amabilidade temos visto ultimamente? Melhor ainda: quantos atos de benignidade temos praticado nos últimos dias?

                O termo usado por Paulo aqui é Chrēstotēs (grego), que significa “relaxado, bem humorado, temperado pela maturidade e experiência, misericordioso, sem ser áspero ou tenso”. Podemos dizer que benignidade significa tratar as pessoas com graciosa sensibilidade, sejam elas merecedoras ou não. Lindo, mas pouco praticado. 

                Certa vez estava eu na espera de ser atendido no banco. Todos nós sabemos o quando isso é estressante e cansativo, apesar de fato só esperamos (olha a paciência sendo necessária aí). Uma das mulheres chegou estressada, gritou com uma atendente e chamou atenção de todos. O gerente apareceu a atendeu. A Atendente chamou a próxima senha, que era a minha. Expliquei minha situação, mas vi que ela ainda estava tensa pelo ocorrido (suas mãos tremiam), e disse que estava tudo bem, as coisas eram assim mesmo. Ela me explicou que a cliente que tinha saído gritando não estava com os documentos necessários para a transação pretendida e por isso começou o escândalo. 

                Como já trabalhei no atendimento, e de certa forma ainda atendo clientes internos, sei bem como isso funciona. Raras são as pessoas que conseguem tratar com amabilidade alguém no caixa – que na maioria das vezes não é culpado do problema. E quando a Igreja? Pode existir uma igreja que não pratique benignidade? Faz-me lembrar de Philip Yancey, não me recordo se foi ele ou um conhecido, que encontrou uma prostituta na rua. A mulher estava em péssima situação, tinha perdido tudo e estava um colapso nervoso, pedia ajuda e estava se prostituindo porque não tinha sequer onde morar. A pessoa perguntou por que ela não procurava ajuda em uma igreja, ao que os olhos da mulher arregalaram e disse: “Igreja? O que vou fazer lá?”. 

                Triste é pensar que Jesus se associava os excluídos e pobres da época quando a Igreja quer distancia. Esquecem que “O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, e ele lhe recompensará o beneficio” (Provérbios 19.17).

 Perceba que não é simplesmente dar uma esmola, uma ajuda ou algo financeiro em si, às vezes tudo que as pessoas precisam é de uma palavra amável e de animo, gastar um tempo com quem precisa. Eis um sábio conselho: Devemos ser sempre benignos com os outros, porque podem estar caminhando feridos pela estrada da vida. Você foi chamado para a cura das nações... Onde quer que vá: seja amável.

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